quarta-feira, 1 de março de 2017

Mais família

Como previsto, este fim de semana foi a vez de contarmos à família do maridão. E as reações foram boas.
A sogra, mais contida, só comentou que «crianças são sempre crianças» e que «nós é que sabemos».
Os cunhados fizeram, de facto, festa.
O cunhado até ficou emocionado de tão feliz. Ficou surpreendido por não termos dito nada durante o processo de avaliação.
A cunhada perguntou detalhes, porque também já ponderou essa hipótese!
O melhor amigo do marido, que também estava lá e também é «família» ficou surpreendido, partilhou uma história positiva de outro casal que adotou, em fim, aceitou bem.

Ficamos com uma rede de apoio mais alargada. Acho que melhor era difícil!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Experiências

Este fim de semana ficámos com os filhos de um casal amigo. São amigos muito chegados, daqueles que são basicamente família - as crianças tratam-nos por tios, e os pais foram passar um fim de semana fora.
Fomos buscá-los à escola na sexta-feira à tarde. Primeiro o rapaz, de 7 anos, depois a menina de 10, e ficaram connosco até domingo à noite.
Foi a minha primeira experiência do género, confesso.
São duas crianças relativamente fáceis, com as suas brigas de irmãos e asneiritas normais - nada de muito complicado, mas mesmo assim, é uma responsabilidade e uma mudança de ritmo que para nós é inédita e que poderá dar um pequeno cheirinho do que será adotar dois irmãos, num futuro incerto. Acabei por sentir que era um pequeno teste.
E então? Fiquei muuuuito cansada - parabéns a quem consegue manter este ritmo todos os dias! Mas correu bastante bem. Acho que eles gostaram. Fartámo-nos de passear (passámos o mínimo de tempo possível em casa, para eles não ficarem colados aos ecrãs e a discutir quem jogava a seguir no tablet), jogámos um jogo de tabuleiro, visitámos um museu, atribuímos-lhes tarefas (as mesmas que têm em casa - fazer a cama, ajudar a tirar a mesa, etc.), mantivemos a disciplina, caçámos pokemons, ajudámos a fazer os TPC... enfim, assumimos a responsabilidade e a brincadeira, durante 2 dias. E não correu mal. Adorei ver o maridão nesse papel - ele tem mesmo imenso jeito. E eu, apesar de não ter tanto jeito como ele, acabei por entrar com mais naturalidade do que esperava nesta função.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A família


Ainda não tínhamos contado nada sobre este processo de adoção à nossa família. Antes de termos o resultado da avaliação era mais uma incerteza - podíamos estar a contar um projeto que iria ser impedido logo à partida e a criar expectativas para nada.
Depois de chegar o resultado da avaliação, começámos a achar que estava na hora de contar. Aquilo que li sobre adoção era pouco otimista a este respeito. Alertava para o facto de a família alargada muitas vezes não estar preparada para lidar com o tema da adoção e poder não reagir de imediato com entusiasmo. Na verdade, nós também precisámos de anos para nos preparar, e chegar até à decisão de adotar, por isso não é de estranhar que os nossos pais precisem de tempo para se habituar à ideia. E tendo isso em conta, decidimos que não era bom adiar a conversa, para garantir que haveria tempo para essa evolução acontecer.
Este fim de semana contámos aos meus pais. E a reação - apesar de não ter sido de entusiasmo - foi bastante positiva. A minha mãe gostou particularmente da ideia de adotarmos irmãos (é o que queremos). Teve maiores resistências à questão da idade, mas acabou por perceber. Não houve qualquer questão sobre a questão da raça - eu disse que não tinha sido um fator no nosso perfil. As questões que a minha mãe fez foram questões que nós próprios nos fomos colocando ao longo do tempo - sobre o processo, sobre a adoção intenacional, etc.
O meu pai não disse nada... mas já me contento com essa reação.
Resumindo - a primeira etapa (contar aos meus pais) foi um sucesso. 
Agora falta a família do marido.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O tempo vai passando

(Não, não somos nós)

E nada de notícias. Ainda não sei quando vai começar a formação C. Tenho que me ir habituando a estes períodos de silêncio, que naturalmente vão aumentar bastante daqui em diante, e ir-me agarrando aos nossos objetivos.
Nos próximos anos (não sei quantos) vai haver muitos silêncios e interrogações.
E uma gravidez estranha, esta gravidez de papel (paper pregnent, como dizem os americanos) - de duração indefinida, sem sintomas, sem sinais, sem movimentos que nos digam se o nosso filho está a caminho e quando chegará. Só silêncio, e uma carta que diz que fomos aprovados como candidatos. Apesar de tudo, é melhor do que a ausência da carta e a indefinição completa, mas a fase de avaliação, com os seus momentos de encontro com as técnicas da segurança social, ia pontuando uma noção de caminho que ia sendo percorrido em relação a uma meta intermédia (a tal da carta).

Por falar em carta, fiquei espantada com a sua simplicidade. Depois de muita espera e antecipação é difícil que a realidade corresponda à expectativa! Era só uma folhinha de papel, normal, branca, de baixa gramagem. Esperava uma coisa com mais cara de diploma. É parvoíce, totalmente irrelevante, eu sei. Mas esperava um pouco mais de pompa e circunstância, a marcar este evento que para nós é tão importante. Mas nada. Não houve festa, nem balões (como no Blogue Ripped Jeans and Bifocals ;) ), e nem sequer uma cartolina colorida com ar de celebração.

E as reações? As mais importantes ainda não existiram. Ainda não falámos com a família. Os amigos dividem-se em dois grupos, com alguma sobreposição. Os que nos deram os parabéns e os que disseram «E então? Já estava à espera que fossem aprovados!». Este último grupo reúne o maior contingente e inclui o maridão, que ficou mais impávido e sereno do que eu com isto tudo.

Não conheço ninguém da minha geração que tenha adotado (conheço adotantes de há muitos anos, quando o processo era diferente), apesar de conhecer várias pessoas atualmente neste processo. Se alguém passar por aqui com essa experiência, partilhe, por favor, como viveu esta fase. Que dicas ajudam?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

E agora?


E agora, que acabou a avaliação?
E agora, que a formação ainda vai tardar?
E agora, que O Telefonema ainda deve vir tão longe (e o pior é que não fazemos ideia quanto)?

Agora, voltamos à espera. E enquanto esperamos, vou trabalhando nas minhas metas.

Este fim de semana, fizemos 10km (5 em cada dia) de caminhada.
Voltei ao Fit2B - quem quiser aproveitar e juntar-se a mim, é bem vindo:


Join Fit2b.us
Estou a tentar fazer pelo menos um vídeo por semana, e a voltar aos poucos à rotina de fazer exercício em casa. Gosto imenso destes exercícios, focados na segurança, no core, e que permitem percursos graduais. Também gosto do estilo da treinadora que é simpática e terra a terra e não «berra», da ausência de música de ginásio em altos decibéis, e da comunidade no facebook onde vou encontrando apoio.
Para funcionar, é preciso perseverar. Comprar a anuidade é fácil - agora vamos à parte mais complicada: usá-la.