quinta-feira, 18 de agosto de 2016

E a 1.ª entrevista?

Acho que correu bem. Demorámos a manhã inteira.
Falámos da nossa história de vida, da nossa relação, da infertilidade, das nossas expectativas e medos quanto à adoção, de como chegámos até esta decisão...
Preenchemos uma grelha sobre as características da criança que estaríamos disponíveis para adotar (já a conhecíamos, de uma dissertação que li e já tínhamos refletido sobre ela em conjunto, por isso foi relativamente fácil).
Admitimos, honestamente, fragilidades e forças.

No final, dissemos quando voltamos de férias/congresso, para se poder passar ao ponto seguinte - a marcação da entrevista psicológica.

A adoção e a escola

Partilho convosco uma notícia recente sobre a preparação do professores do 1.º ciclo para lidar com a adoção.

(In.: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/16-08-2016/professores-primarios-pouco-preparados-para-necessidades-de-alunos-adotados)


Professores primários pouco preparados para necessidades de alunos adotados

Um estudo desenvolvido pela Universidade do Porto mostra que os professores primários têm falta de conhecimentos sobre a adoção e pouca preparação para ajustar a prática pedagógica nas respostas às necessidades das crianças adotadas

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Quase

Falta uma semana para a primeira entrevista. Estou ansiosa por começar o processo. Sei que vai ser um processo lento e demorado, mas para já vai havendo etapas e sinto que estamos a progredir à medida que nos aproximamos de cada uma delas.
De resto, estou quase a chegar às minhas tão esperadas férias e quase a enlouquecer com o calor. Espero em breve ter coisas para contar.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Primeiros passos

E está dado mais um passo: entrevista social agendada.
Eu sei que é o início dos inícios, mas é alguma coisa!

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Ainda a espera


Para quem me «conhece» há mais tempo, não é segredo que temos uma história de infertilidade. Infertilidade inexplicada, para ser concreta - ou seja, muitas perguntas e nenhuma resposta. Esse caminho começou em fevereiro de 2012, quando decidimos começar a tentar engravidar e prolonga-se até hoje.
Quem passou por aqui sabe o que isso implica, o sofrimento físico e psicológico que causa e o tema subjacente e omnipresente da espera. A espera tornou-se o tom dos dias, mesmo quando muitas vezes nos esquecemos dela ou a enviamos para segundo ou terceiro plano e avançamos com a vida. Já há alguns anos que é assim: a espera reaparece em grande força durante um tratamento, entre consultas. Nos outros dias, esconde-se. Passados 4 anos e meio já não estamos à espera de milagre nenhum a cada mês - no início, a espera era constante. Depois houve as esperas pelos inúmeros exames e não só já fizemos todos os exames possíveis e imaginários (alguns dos quais verdadeiras torturas), sempre para ouvir que está tudo bem, como também já desesperámos em grande medida de algum dia saber a resposta. O jogo de esperança de que já falei aqui várias vezes pende agora claramente para a desesperança: muito provavelmente, nada vai acontecer naturalmente; a minha vontade de fazer tratamentos e a confiança neles anda pelas ruas da amargura. Todo o processo perde sentido e apetece-me realmente desistir e dizer que se tiver que ser, será, se não tiver que ser não será, e encerrar o capítulo que já é demasiado longo.
E eis que finalmente nos sentimos capazes de começar um novo capítulo, um «novo» projeto, que agora absorve os meus pensamentos e mantém a cor da espera: a adoção. Começo a achar que os anos de infertilidade foram o melhor treino possível para esta viagem: estamos habituados a esperar. Sabemos no que nos estamos a meter! E sei que esta é a fase mais «fácil» em que vai havendo novidades: o processo que avança, as reuniões, as formações. E sei que depois virá o longo silêncio e que a esperança e a espera vão voltar a colorir os nossos dias. Mas desta vez, acredito que haverá crianças à nossa espera. E é complicado pensar no que elas poderão estar a passar neste momento, sem nós, com pais negligentes ou maltratantes ou em instituições. E como crente que sou, vou rezando por elas, sejam quem forem, onde quer que estejam, para que Deus as proteja enquanto eu não as posso proteger, e para que não deixe que a vida as magoe demasiado até chegarem aos nossos braços.