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sábado, 30 de junho de 2018

Cá continuamos :D

Passei por cá só para dizer que estamos bem.
Estou com 15 semanas e 4 dias, e até ao momento tem corrido bem.
O teste genético disse-nos logo que era uma Rita que vinha a caminho, e a ecografia do 1.º trimestre confirmou. Também ambos nos descansaram em relação ao mais importante: nada de trissomias, que com a minha idade é sempre uma preocupação.
A avó anda a tricotar imensos casaquinhos e a desencantar nas arcas de roupa coisas que foram minhas, e até dela. Nós já começámos com as comprinhas, embora ainda nos falte muita coisa, mas também ainda temos muito tempo. Andamos na fase da pesquisa da creche, a visitar creches em série. Ainda me sinto cansada e com pouca energia, mas melhor do que já estive. Tenho passado basicamente bem, tirando as quebras de tensão, que sempre foi baixa, e entre o calor e a gravidez me dificulta um bocado a vida.
Tenho um doppler fetal e ainda hoje ouvimos o coração da Rita. Agora que tenho um intervalo maior entre consultas ajuda a descansar o coração, de vez em quando, ir ouvir. Ainda não sinto movimentos - estou desejosa de os sentir e ter uma informação mais constante sobre como ela está.
A barriga começa a notar-se, embora não esteja muito grande. Ainda não recuperei o peso perdido no 1.º trimestre e os enjoos de vez em quando ainda fazem das suas. Agora deu-me para ficar com a língua branca e o sabor alterado... o meu corpo não anda mesmo a ajudar-me a comer.
Já estou autorizada a dar uns passeiozinhos, e com muita calma, lá vou esticando as pernas de vez em quando.
Em suma, estamos bem. Estou mais tranquila. E embora tudo ainda pareça um sonho, começo pouco a pouco a preparar-me para em dezembro ter mesmo uma criança em casa.
Obrigada a todas pelo apoio.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Esta semana

Esta semana, estamos a chegar às 10 semaninhas (amanhã) - um quarto do caminho.
Vou ter (finalmente) a primeira consulta no Centro de Saúde e espero que não me tratem novamente como no hospital por ser acompanhada no privado...
Vêm cá a casa (a sério!!) fazer-me a colheita de sangue para o teste genético. Os resultados só devem estar prontos no fim da próxima semana, mas teremos logo informações sobre as trissomias e aneuploidias dos cromossomas sexuais e... o sexo.
E no sábado, festejamos o aniversário do marido com a família dele, cá em casa, e vamos dar-lhes a notícia. Está me a custar tornar tudo mais real, ainda por cima sem saber se de facto continua tudo bem (não faço eco desde dia 11), mas tenho tentado pensar que a ausência de notícias é boa notícia, e que o nosso bebé continua a desenvolver-se direitinho.

E, até ver, ando a adorar o alívio que é não estar a trabalhar, embora não goste que toda a gente já saiba porquê.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Só para dizer olá

Este tem sido um caminho de muita espera e antecipação, e continua a sê-lo. Até ver, cá continuamos. Atingi ontem as 9 semanas, o que continua a ser muito pouco, mas é alguma coisa.
Cada dia é uma vitória, e vou lutando para me manter à tona. Evitando o excesso de dúvida/desespero, e o excesso de confiança/alegria. Estou finalmente um pouco mais tranquila.
Entretanto, e desde 2.ª feira, fiquei de baixa médica - se tudo correr bem até dezembro. Estou reclusa em casa e a tentar habituar-me devagarinho. So far, so good.

Um beijinho a todas(os) que me têm acompanhado nesta luta.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Alta!

Hoje foi o dia da tão aguardada consulta do H. Guimarães.
Estava nervosa, apesar de tudo, embora tivesse visto o feijãozinho ainda há poucos dias. Nunca se sabe... Mas estava, para já, tudo bem. E, como esperava, tivemos alta. Agora podemos ser acompanhados fora do hospital, normalmente. É um passo importante. Agora, se tudo correr bem, só devo voltar ao Hospital para entregar os formulários da PMA preenchidos e mostrar o rebento, daqui a muitos meses. Deus queira! Não terei saudades dos tempos passados lá, mesmo que seja grata pelo que lá aconteceu.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

E a adoção?

Faz amanhã dois anos que faleceu o meu cunhado. Foi um dos marcos que nos fez dar o passo que andávamos a decidir tomar, gradualmente, há anos, e dar início ao processo de adoção.
Com esta gravidez a avançar, embora ainda periclitante, tenho pensado muito sobre o projeto de adoção. Ainda nem verbalizei essas ideias com o marido. Acho que para já, estou numa fase de esperar para ver como tudo vai correr.
Se correr tudo bem, teremos que avisar a Segurança Social - aliás, como no caso de qualquer mudança de vida importante - e possivelmente repensar e reformular as nossas opções.
Tenho oscilado entre a ideia de manter tudo tal e qual como está - adoção de irmãos até à idade escolar - ou alterar para apenas uma criança, mais pequena. Pelo menos para já, e para mim, a adoção continua no horizonte. Ainda temos muito caminho pela frente, nisto da gravidez, e se correr tudo bem, na parentalidade. Ainda não consigo tomar uma decisão madura e ponderada, mas estou, desde o momento zero, a traçar cenários.

Só para dar um arzinho da minha graça

Cá vamos andando, um dia de cada vez.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Dia de consulta

Obrigada pelas mensagens de apoio. Na verdade ainda não me sinto de parabéns. Tenho tanto medo.
Hoje é dia de consulta na minha Ginecologista do privado. Algo pelo qual que me deram nas orelhas quando avisei no hospital que iria fazer (da próxima não aviso). Não consigo perceber. Ok, só tenho consulta no público dia 2. Tenho que respeitar os prazos do público e esperar, claro. Agora, nada me impede de, entretanto, ir procurar o apoio que tarda no público a outro lado. Estou a precisar de ouvir de um médico o que acha disto tudo. Até que ponto posso descansar ou não. Vejam bem que desde a transferência não voltei a falar com um médico nem a ter uma consulta - desde dia 29. Está quase a fazer um mês.
Sei que nunca serão respostas definitivas - essas só depois das 12 semanas ou nem aí - mas alguma resposta, de um profissional qualificado e não da internet, e dos fóruns de grávidas. No hospital só dizem que não se sabe - nem explicações, nem hipóteses, mais nada. Ora, não saber, já eu não sei sozinha, e isso deixa-me passar tudo e mais alguma coisa pela cabeça. O que me atormenta (mais) o coração é a incerteza e o medo. A informação que possa ir tendo entretanto ajuda a controlar um pouco a ansiedade. A ausência de informação é insuportável - por isso não aguentaria passar este tempo todo sem repetir o teste e sem uma opinião médica.
Foram mais de 6 anos de espera por este positivo. 6 anos durante os quais tudo o que podia correr mal, correu mal. Desilusões em cima de desilusões. E agora um positivo (o primeiro da minha vida) que ainda não consegui gozar, porque nem lhe chamaram positivo - chamaram-lhe inconclusivo. Nunca usaram a palavra gravidez. Nesta que estávamos a decidir que seria a última tentativa. A minha última hipótese de ter um filho biológico. Não me levem a mal se quero com todas as minhas forças que esta minha pequena esperança viva, e se a ideia de isso poder não acontecer me dilacera as entranhas.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

terça-feira, 17 de abril de 2018

Choosing hope

No meio de tudo, e apesar do que isso custa, estou a escolher ter esperança. Estou a escolher acreditar que desta vez vai correr bem. Estou a escolher confiar.

Marquei consulta na minha Ginecologista no privado, dia 23. A espera sempre fica um pouquinho menor do que até dia 2 de maio. Vamos ver o que ela terá a dizer; talvez nessa altura se consiga perceber mais alguma coisa. E até lá vou rezando, muito.
Se esta criança nascer e for menina vai se chamar Rita, em honra de Santa Rita de Cássia - está decidido.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

600

O valor aumentou, mas parece que não tanto quanto devia.
Vou continuar na dúvida e na insegurança e a portar-me o melhor possível.
Ecografia dia 2.

De novo a espera

Estou à beira de um ataque de nervos...
Já fiz a colheita. Agora aguardo a resposta, que desta vez já deve ser conclusiva.
Nada de mestruação até hoje, e o ligeiro spotting parou. Talvez possam ser boas notícias.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Inconclusivo

E agora? O que é que eu faço à minha vida. O valor deu muito baixo - 68. Posso ter tido um aborto. Pode ser uma gravidez bioquímica. Ou pode, quem sabe, ser um sim.
Vou repetir a análise na segunda-feira.

Carga de nervos

Fui fazer o Beta HCG esta manhã.
Estou que não posso.
Nos últimos dias perdi um coágulo e tenho tido um ligeiro spotting o que não me parece muito bom indício. Por outro lado, foi a primeira vez que sequer cheguei ao dia do teste. Todas as outras vezes menstruei antes do dia marcado para o Beta.
E agora roer as unhas até poder saber o resultado.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Muito desiludida

Não têm sido dias fáceis.
Acabo de fazer a transferência de 2 embriões - um B e um C.
Em 7 ovócitos tivemos 7 embriões. Destes, um B, 2 C, e o resto D.

Estou sem grandes esperanças.

quinta-feira, 15 de março de 2018

E pronto, é isto.

Em modo almofada de alfinetes.

(Daqui)
E a ansiedade de saber como se estão a comportar os folículos a aumentar.

terça-feira, 13 de março de 2018

Que filme

Nem dá para acreditar como está a ser atrapalhado este processo.
Ontem, dia de retomar as injeções - entre as 18 e as 20 - tínhamos optado por dar a injeção às 20 por ser a hora em que estou sempre com o meu marido e é ele quem me dá as injeções. Às 20:20, estou eu a lavar a loiça do jantar quando me lembro - rápido, anda dar-me a injeção!! Não sei como foi possível esquecermo-nos!
Corremos para o quarto, e com a atrapalhação geral, a seringa já preparada cai ao chão. Ficamos a olhar um para o outro e para a seringa. Se não fosse um medicamento tão caro e difícil de obter deitava fora a seringa e preparava outra. Assim sendo... apanhámo-la do chão, limpámos a agulha com o toalhete de álcool, e pronto, injetado. Não há de ser nada.
Não bastasse esta confusão toda, o marido anda lesionado das costas e ontem foi ao médico que lhe receitou um relaxante muscular. Toma o comprimido com o jantar e só depois de toda esta história da injeção (uma meia hora depois) resolve ler a bula do medicamento. Entre a lista de horrores habitual, consta a possibilidade de causar mutações no esperma. Ficámos pálidos. O marido foi forçar o vómito para a casa de banho, mas ficou na incerteza se o comprimido já teria sido absorvido ou não.
Estou a tentar ligar para o hospital mas ainda não consegui.
Caramba... desta vez parece que está tudo a correr mal.
A minha esperança é que acabe bem, depois de tanta peripécia.

segunda-feira, 12 de março de 2018

É hoje

Hoje foi dia de voltar ao Hospital. E hoje, será dia de arrancar com as injeções de Menopur.
Só volto lá na próxima semana. Já preparei o primeiro frasquinho e logo à noite o maridão retoma o papel de enfermeiro de serviço. Agora é esperar para ver como respondem os ovários e o pobre do endométrio.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

E pronto

Implante de Zoladex aplicado.


(Olhem só que simpático o tamanho da agulha, em comparação com uma agulha de diâmetro normal).
Parece que a fase de estimulação da ovulação só vai começar daqui a 15 dias. Tenho aqui a barriga a incomodar, mas não foi nada que não se aguentasse. Falta ver o tipo de sintomas que causa.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

É já amanhã

que embarcamos nesta nova viagem. Mais um tratamento a arrancar. Desta vez, vamos fazer um ciclo longo, e por isso amanhã vou ao hospital colocar um implante assustador, que para mim é novidade.
Torçam muito por mim, que vou precisar.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Novidades fresquinhas

Então...
No campo da adoção continua tudo parado.
No campo da infertilidade, estou a começar um novo ciclo de tratamento. E finalmente, foi identificado um problema - que até pode não ser A causa da infertilidade, mas certamente explica alguma coisa. Adenomiose. E à conta disso, o protocolo de tratamento vai ser diferente do anterior para tentar preparar o útero o melhor possível para a implantação.
Então, quase 2 anos depois, vamos a mais uma voltinha, mais uma viagem.