Faz amanhã dois anos que faleceu o meu cunhado. Foi um dos marcos que nos fez dar o passo que andávamos a decidir tomar, gradualmente, há anos, e dar início ao processo de adoção.
Com esta gravidez a avançar, embora ainda periclitante, tenho pensado muito sobre o projeto de adoção. Ainda nem verbalizei essas ideias com o marido. Acho que para já, estou numa fase de esperar para ver como tudo vai correr.
Se correr tudo bem, teremos que avisar a Segurança Social - aliás, como no caso de qualquer mudança de vida importante - e possivelmente repensar e reformular as nossas opções.
Tenho oscilado entre a ideia de manter tudo tal e qual como está - adoção de irmãos até à idade escolar - ou alterar para apenas uma criança, mais pequena. Pelo menos para já, e para mim, a adoção continua no horizonte. Ainda temos muito caminho pela frente, nisto da gravidez, e se correr tudo bem, na parentalidade. Ainda não consigo tomar uma decisão madura e ponderada, mas estou, desde o momento zero, a traçar cenários.
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segunda-feira, 30 de abril de 2018
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
O que eu já me fartei de chorar
Com a história linda, linda da Luarte, que adotou um menino de 4 anos.
Só agora vi.
Obrigada, muito obrigada pela partilha tão honesta destes momentos preciosos.
Só agora vi.
Obrigada, muito obrigada pela partilha tão honesta destes momentos preciosos.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Adoção
Vale a pena ouvir com atenção a entrevista à Doutora Maria Adelina Barbosa-Ducharne, sobre adoção, no programa da
manhã do Porto Canal. A entrevista pode ser vista online (entre os
minutos 24:38 e 49:51):
Novidades fresquinhas
Então...
No campo da adoção continua tudo parado.
No campo da infertilidade, estou a começar um novo ciclo de tratamento. E finalmente, foi identificado um problema - que até pode não ser A causa da infertilidade, mas certamente explica alguma coisa. Adenomiose. E à conta disso, o protocolo de tratamento vai ser diferente do anterior para tentar preparar o útero o melhor possível para a implantação.
Então, quase 2 anos depois, vamos a mais uma voltinha, mais uma viagem.
No campo da adoção continua tudo parado.
No campo da infertilidade, estou a começar um novo ciclo de tratamento. E finalmente, foi identificado um problema - que até pode não ser A causa da infertilidade, mas certamente explica alguma coisa. Adenomiose. E à conta disso, o protocolo de tratamento vai ser diferente do anterior para tentar preparar o útero o melhor possível para a implantação.
Então, quase 2 anos depois, vamos a mais uma voltinha, mais uma viagem.
terça-feira, 19 de setembro de 2017
devagar, devagarinho, basicamente parados
Então, a ansiedade levou-me a melhor e decidi passar na Segurança Social. Na verdade, encontrei-me lá quase sem decidir - estava por perto, era sexta-feira (o dia disponível para esse fim), e entrei.
E fiquei a saber que a formação C não vai ser este ano. Isso não tem grandes (ou nenhumas) repercussões, mas enquanto damos esses passos sempre vamos sentido que estamos a avançar. Esse passo não será para já. Até aqui, tudo bem.
Depois, fiquei a saber que a maioria dos processos que estão a ser apreciados agora aqui no distrito são de 2012. 2012! 5 anos. E sim, naturalmente há variações, desde logo consoante as características dos candidatos, do perfil que pretendem, das crianças que reúnem condições de ser adotadas a cada momento, etc. Mas uma média de 5 anos (naturalmente haverá casos mais rápidos e outros mais lentos) leva-me a enfrentar a possibilidade de vir a adotar lá para os 40. Mesmo estando abertos a receber irmãos, não há garantia de que venha a acontecer mais cedo. Com este horizonte temporal, fazer a formação C este ano, no próximo ou ainda mais tarde não fará mesmo diferença nenhuma.
É mesmo muito tempo, mais ainda contando com os anos de espera que já trazemos na bagagem desde que começámos a tentar engravidar. Se tivesse dado entrada com o processo nessa altura (2012) estaria agora provavelmente a receber a chamada. Claro que na altura não estávamos prontos para dar esse passo - mas caramba, demora tanto tempo que teríamos tido tempo de nos preparar ou, pelo contrário, perceber que não era o passo certo, se fosse esse o caso.
O meu conselho - se é que o posso dar a quem não o solicitou - é que se ponderam adotar não ponderem muito. Não esperem pela certeza absoluta ou pelas condições ideais. Dêem início ao processo e ponderem tudo o que houver que ser ponderado durante a espera, que será longa. Têm que ter alguma noção do que querem e o mínimo de condições, para poderem fazer a avaliação com sucesso, mas não esperem pelos 100%.
E fiquei a saber que a formação C não vai ser este ano. Isso não tem grandes (ou nenhumas) repercussões, mas enquanto damos esses passos sempre vamos sentido que estamos a avançar. Esse passo não será para já. Até aqui, tudo bem.
Depois, fiquei a saber que a maioria dos processos que estão a ser apreciados agora aqui no distrito são de 2012. 2012! 5 anos. E sim, naturalmente há variações, desde logo consoante as características dos candidatos, do perfil que pretendem, das crianças que reúnem condições de ser adotadas a cada momento, etc. Mas uma média de 5 anos (naturalmente haverá casos mais rápidos e outros mais lentos) leva-me a enfrentar a possibilidade de vir a adotar lá para os 40. Mesmo estando abertos a receber irmãos, não há garantia de que venha a acontecer mais cedo. Com este horizonte temporal, fazer a formação C este ano, no próximo ou ainda mais tarde não fará mesmo diferença nenhuma.
É mesmo muito tempo, mais ainda contando com os anos de espera que já trazemos na bagagem desde que começámos a tentar engravidar. Se tivesse dado entrada com o processo nessa altura (2012) estaria agora provavelmente a receber a chamada. Claro que na altura não estávamos prontos para dar esse passo - mas caramba, demora tanto tempo que teríamos tido tempo de nos preparar ou, pelo contrário, perceber que não era o passo certo, se fosse esse o caso.
O meu conselho - se é que o posso dar a quem não o solicitou - é que se ponderam adotar não ponderem muito. Não esperem pela certeza absoluta ou pelas condições ideais. Dêem início ao processo e ponderem tudo o que houver que ser ponderado durante a espera, que será longa. Têm que ter alguma noção do que querem e o mínimo de condições, para poderem fazer a avaliação com sucesso, mas não esperem pelos 100%.
sexta-feira, 2 de junho de 2017
Tenho andado calada
E a razão é mesmo falta de notícias. Estamos bem dentro do túnel. Silêncio total.
Tenho andado tão imersa no trabalho que nem consigo pensar em nada, mas hoje, antes de uma reunião, tive uma pausa. Passei por aqui, passei por alguns blogues com lutas parecidas. E fiquei com o coração apertado outra vez.
Ao fim de 5 anos, não dá para continuar a fazer a vida girar a volta da infertilidade. Nem sequer da adoção. A vida vai continuando. Mas de vez em quando, lá está ela, à nossa espera, para nos ensombrar o dia.
Acreditem que esta viagem não é nada suave.
Tenho andado tão imersa no trabalho que nem consigo pensar em nada, mas hoje, antes de uma reunião, tive uma pausa. Passei por aqui, passei por alguns blogues com lutas parecidas. E fiquei com o coração apertado outra vez.
Ao fim de 5 anos, não dá para continuar a fazer a vida girar a volta da infertilidade. Nem sequer da adoção. A vida vai continuando. Mas de vez em quando, lá está ela, à nossa espera, para nos ensombrar o dia.
Acreditem que esta viagem não é nada suave.
quinta-feira, 27 de abril de 2017
36
Fiz, por estes dias (já alguns, o tempo passa depressa), 36 anos.
Fez nesse dia exatamente um ano que fiz a transferência de embriões. Foi um aniversário bem diferente deste.
Passou mais um ano, sem notícias do hospital.
Passou mais um ano, e para quem é infértil e passou a barreira biológica dos 35, um ano é uma eternidade.
Passou mais um ano... e não me atrevo a ligar para saber se se perdeu alguma carta ou não nos chamaram mesmo. E não sei se quero que nos chamem. Não sei se quero saber. Não sei se quero voltar a passar por tudo outra vez. E não ser chamada é uma forma de adiar a decisão. De decidir não decidir.
Fechar portas é duro.
E neste ano, o processo já é outro, e também esse é lento e sem respostas. Entramos na fase do silêncio. Terminadas as avaliações, só silêncio e espera.
Estamos à espera.
À espera de uma carta.
À espera de um telefonema.
Há outras coisas, entretanto, na espera. Não há apenas vazio e silêncio. Há trabalho, e vida, e stress, e família, e casa e as coisas do costume. Muitas coisas. Mas não deixa de haver a espera, o vazio, o silêncio, preenchido de muita coisa.
Fez nesse dia exatamente um ano que fiz a transferência de embriões. Foi um aniversário bem diferente deste.
Passou mais um ano, sem notícias do hospital.
Passou mais um ano, e para quem é infértil e passou a barreira biológica dos 35, um ano é uma eternidade.
Passou mais um ano... e não me atrevo a ligar para saber se se perdeu alguma carta ou não nos chamaram mesmo. E não sei se quero que nos chamem. Não sei se quero saber. Não sei se quero voltar a passar por tudo outra vez. E não ser chamada é uma forma de adiar a decisão. De decidir não decidir.
Fechar portas é duro.
E neste ano, o processo já é outro, e também esse é lento e sem respostas. Entramos na fase do silêncio. Terminadas as avaliações, só silêncio e espera.
Estamos à espera.
À espera de uma carta.
À espera de um telefonema.
Há outras coisas, entretanto, na espera. Não há apenas vazio e silêncio. Há trabalho, e vida, e stress, e família, e casa e as coisas do costume. Muitas coisas. Mas não deixa de haver a espera, o vazio, o silêncio, preenchido de muita coisa.
quarta-feira, 1 de março de 2017
Mais família
Como previsto, este fim de semana foi a vez de contarmos à família do maridão. E as reações foram boas.
A sogra, mais contida, só comentou que «crianças são sempre crianças» e que «nós é que sabemos».
Os cunhados fizeram, de facto, festa.
O cunhado até ficou emocionado de tão feliz. Ficou surpreendido por não termos dito nada durante o processo de avaliação.
A cunhada perguntou detalhes, porque também já ponderou essa hipótese!
O melhor amigo do marido, que também estava lá e também é «família» ficou surpreendido, partilhou uma história positiva de outro casal que adotou, em fim, aceitou bem.
Ficamos com uma rede de apoio mais alargada. Acho que melhor era difícil!
A sogra, mais contida, só comentou que «crianças são sempre crianças» e que «nós é que sabemos».
Os cunhados fizeram, de facto, festa.
O cunhado até ficou emocionado de tão feliz. Ficou surpreendido por não termos dito nada durante o processo de avaliação.
A cunhada perguntou detalhes, porque também já ponderou essa hipótese!
O melhor amigo do marido, que também estava lá e também é «família» ficou surpreendido, partilhou uma história positiva de outro casal que adotou, em fim, aceitou bem.
Ficamos com uma rede de apoio mais alargada. Acho que melhor era difícil!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
A família
Ainda não tínhamos contado nada sobre este processo de adoção à nossa família. Antes de termos o resultado da avaliação era mais uma incerteza - podíamos estar a contar um projeto que iria ser impedido logo à partida e a criar expectativas para nada.
Depois de chegar o resultado da avaliação, começámos a achar que estava na hora de contar. Aquilo que li sobre adoção era pouco otimista a este respeito. Alertava para o facto de a família alargada muitas vezes não estar preparada para lidar com o tema da adoção e poder não reagir de imediato com entusiasmo. Na verdade, nós também precisámos de anos para nos preparar, e chegar até à decisão de adotar, por isso não é de estranhar que os nossos pais precisem de tempo para se habituar à ideia. E tendo isso em conta, decidimos que não era bom adiar a conversa, para garantir que haveria tempo para essa evolução acontecer.
Este fim de semana contámos aos meus pais. E a reação - apesar de não ter sido de entusiasmo - foi bastante positiva. A minha mãe gostou particularmente da ideia de adotarmos irmãos (é o que queremos). Teve maiores resistências à questão da idade, mas acabou por perceber. Não houve qualquer questão sobre a questão da raça - eu disse que não tinha sido um fator no nosso perfil. As questões que a minha mãe fez foram questões que nós próprios nos fomos colocando ao longo do tempo - sobre o processo, sobre a adoção intenacional, etc.
O meu pai não disse nada... mas já me contento com essa reação.
Resumindo - a primeira etapa (contar aos meus pais) foi um sucesso.
Agora falta a família do marido.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
O tempo vai passando
(Não, não somos nós)
E nada de notícias. Ainda não sei quando vai começar a formação C. Tenho que me ir habituando a estes períodos de silêncio, que naturalmente vão aumentar bastante daqui em diante, e ir-me agarrando aos nossos objetivos.
Nos próximos anos (não sei quantos) vai haver muitos silêncios e interrogações.
E uma gravidez estranha, esta gravidez de papel (paper pregnent, como dizem os americanos) - de duração indefinida, sem sintomas, sem sinais, sem movimentos que nos digam se o nosso filho está a caminho e quando chegará. Só silêncio, e uma carta que diz que fomos aprovados como candidatos. Apesar de tudo, é melhor do que a ausência da carta e a indefinição completa, mas a fase de avaliação, com os seus momentos de encontro com as técnicas da segurança social, ia pontuando uma noção de caminho que ia sendo percorrido em relação a uma meta intermédia (a tal da carta).
Por falar em carta, fiquei espantada com a sua simplicidade. Depois de muita espera e antecipação é difícil que a realidade corresponda à expectativa! Era só uma folhinha de papel, normal, branca, de baixa gramagem. Esperava uma coisa com mais cara de diploma. É parvoíce, totalmente irrelevante, eu sei. Mas esperava um pouco mais de pompa e circunstância, a marcar este evento que para nós é tão importante. Mas nada. Não houve festa, nem balões (como no Blogue Ripped Jeans and Bifocals ;) ), e nem sequer uma cartolina colorida com ar de celebração.
E as reações? As mais importantes ainda não existiram. Ainda não falámos com a família. Os amigos dividem-se em dois grupos, com alguma sobreposição. Os que nos deram os parabéns e os que disseram «E então? Já estava à espera que fossem aprovados!». Este último grupo reúne o maior contingente e inclui o maridão, que ficou mais impávido e sereno do que eu com isto tudo.
Não conheço ninguém da minha geração que tenha adotado (conheço adotantes de há muitos anos, quando o processo era diferente), apesar de conhecer várias pessoas atualmente neste processo. Se alguém passar por aqui com essa experiência, partilhe, por favor, como viveu esta fase. Que dicas ajudam?
E nada de notícias. Ainda não sei quando vai começar a formação C. Tenho que me ir habituando a estes períodos de silêncio, que naturalmente vão aumentar bastante daqui em diante, e ir-me agarrando aos nossos objetivos.
Nos próximos anos (não sei quantos) vai haver muitos silêncios e interrogações.
E uma gravidez estranha, esta gravidez de papel (paper pregnent, como dizem os americanos) - de duração indefinida, sem sintomas, sem sinais, sem movimentos que nos digam se o nosso filho está a caminho e quando chegará. Só silêncio, e uma carta que diz que fomos aprovados como candidatos. Apesar de tudo, é melhor do que a ausência da carta e a indefinição completa, mas a fase de avaliação, com os seus momentos de encontro com as técnicas da segurança social, ia pontuando uma noção de caminho que ia sendo percorrido em relação a uma meta intermédia (a tal da carta).
Por falar em carta, fiquei espantada com a sua simplicidade. Depois de muita espera e antecipação é difícil que a realidade corresponda à expectativa! Era só uma folhinha de papel, normal, branca, de baixa gramagem. Esperava uma coisa com mais cara de diploma. É parvoíce, totalmente irrelevante, eu sei. Mas esperava um pouco mais de pompa e circunstância, a marcar este evento que para nós é tão importante. Mas nada. Não houve festa, nem balões (como no Blogue Ripped Jeans and Bifocals ;) ), e nem sequer uma cartolina colorida com ar de celebração.
E as reações? As mais importantes ainda não existiram. Ainda não falámos com a família. Os amigos dividem-se em dois grupos, com alguma sobreposição. Os que nos deram os parabéns e os que disseram «E então? Já estava à espera que fossem aprovados!». Este último grupo reúne o maior contingente e inclui o maridão, que ficou mais impávido e sereno do que eu com isto tudo.
Não conheço ninguém da minha geração que tenha adotado (conheço adotantes de há muitos anos, quando o processo era diferente), apesar de conhecer várias pessoas atualmente neste processo. Se alguém passar por aqui com essa experiência, partilhe, por favor, como viveu esta fase. Que dicas ajudam?
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
E agora?
E agora, que acabou a avaliação?
E agora, que a formação ainda vai tardar?
E agora, que O Telefonema ainda deve vir tão longe (e o pior é que não fazemos ideia quanto)?
Agora, voltamos à espera. E enquanto esperamos, vou trabalhando nas minhas metas.
Este fim de semana, fizemos 10km (5 em cada dia) de caminhada.
Voltei ao Fit2B - quem quiser aproveitar e juntar-se a mim, é bem vindo:

Estou a tentar fazer pelo menos um vídeo por semana, e a voltar aos poucos à rotina de fazer exercício em casa. Gosto imenso destes exercícios, focados na segurança, no core, e que permitem percursos graduais. Também gosto do estilo da treinadora que é simpática e terra a terra e não «berra», da ausência de música de ginásio em altos decibéis, e da comunidade no facebook onde vou encontrando apoio.
Para funcionar, é preciso perseverar. Comprar a anuidade é fácil - agora vamos à parte mais complicada: usá-la.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Avaliação terminada... mas ainda à espera do resultado
Depois de a primeira e muito antecipada data da vista a casa ter sido adiada, desta vez, foi de vez.
Pouco depois do Natal tivemos a visita das técnicas da Segurança Social - a Psicóloga e a Assistente Social que têm acompanhado o nosso caso.
E então?
Basicamente, fizemos uma retrospetiva do processo até aqui. Revimos o perfil que tínhamos delineado para a criança (e fizemos alguns ajustes), falámos das dúvidas que poderiam restar, do que aprendemos no processo e reiterámos a intenção de adotar. Perguntaram-nos porque é que devíamos ser selecionados e, caso não fossemos selecionados, qual seria o motivo para essa decisão. A conversa ainda demorou algum tempo e acho que correu bem.
A seguir, a visita a casa propriamente dita, foi bastante rápida. Parece-me que basicamente viram o espaço e as condições disponíveis e que havia condições para adotar 2 crianças, como propomos. As técnicas não estiveram a ver nada em muito detalhe nem a coscuvilhar - não vale a pena fazer limpezas milimétricas! Basta ter a casa minimamente em ordem e limpa.
E agora?
Agora voltamos à espera. Não sabemos ainda o resultado, que deve chegar por carta. Se formos selecionados, ainda teremos pela frente as 5 sessões da formação C, que devem iniciar em março.
Bom ano para todos. Que 2017 seja um ano de paz e de concretização de muitos projetos.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Anticlimax...
A visita domiciliária acabou por ser adiada... Depois de uns dias a antecipar este momento, ele não aconteceu. Ainda vai ser este ano, mas não vai ser já.
Voltamos à espera!
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Visita a casa marcada
E mais uma vez, mantendo o ritmo aproximado de uma sessão por mês, já sabemos quando vai ser o nosso último momento de avaliação :)
Está quase.
Está quase.
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
Penúltimo passo
Já realizámos a sessão B - oficialmente, já só nos falta a visita a casa para concluir o processo de avaliação e aguardar o resultado.
Esta sessão foi feita em grupo com outros casais que estão a passar pelo mesmo processo. Mais do que uma formação, foi uma sessão de sensibilização e reflexão sobre a adoção, as nossas motivações, os desafios que as histórias das crianças podem representar e as capacidades e recursos que os pais devem ter para conseguir ser reparadores e ultrapassar essas dificuldades. Analisámos alguns casos concretos (bastante complexos, por sinal) e no final assistimos a um vídeo de um casal que já adotou e que falava sobre as dificuldades dos primeiros meses.
Se a sessão A, que toda a gente diz que é muito assustadora, não me assustou nada, já não posso dizer o mesmo desta sessão B. Levou-nos de facto a refletir sobre o perfil de criança(s) que teremos capacidade de adotar.
E agora, aguardamos um telefonema, que está prometido para breve, a agendar o último momento de avaliação.
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Coisas que ajudam
Quem me vai lendo, sabe que a minha fé me tem ajudado muito ao longo desta caminhada. E a playlist que acompanha este post ajuda.
Aconselho vivamente a quem estiver num período de espera (seja pela adoção ou por outra coisa) e acreditar.
So let it go my soul and trust in Him, the waves and wind still know His name.
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
A adoção, nas palavras de alguém que foi adotado
Vale a pena ler este artigo . Passa uma imagem positiva, construtiva, realista da adoção, na perspetiva de quem mais interessa nesse processo.
Um pequeno excerto:
Um pequeno excerto:
If you are a parent through adoption, listen to YOUR CHILD, because ultimately, with all the voices you will hear about adoption, theirs is the most important. Let your child be your guide.
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Porque se deve organizar um «baby shower» a uma mãe adotiva?
Como já disse aqui, tenho encontrado nos blogues sobre adoção muita informação útil, mas sobretudo muitas vivências e experiências ricas e complexas.
O blogue Ripped Jeans and Bifocals é um daqueles de que me tornei fã. É uma experiência radicalmente diferente da minha: um casal de meia idade, com uma filha biológica crescida, que adotou internacionalmente duas crianças. Ah, isto tudo nos EUA, onde as coisas são bastante diferentes.
Mas apesar desse contexto tão diferente, fiquei «colada» no blogue, pela honestidade da autora, que nos conta o bom, o mau e o feio da sua experiência, mantendo uma pitada de humor. Foi aqui que li, pela primeira vez, sobre a depressão pós-adoção, por exemplo. Ou sobre a dificuldade em estabelecer uma relação de vinculação, contada na primeira pessoa e sem filtros. Recomendo vivamente.
E este post, além de vos recomendar este blogue no geral, tem como pretexto um post particular. Um post recente: este.
E além das aparências, este post fala da forma como a sociedade responde de formas diferenciadas à parentalidade adotiva e biológica. E de como isso pode magoar.
Aqui fica um excerto:
«Right after (and I mean right after) our first son came home from China, a woman in my community asked me to help organize meals for a new mom (This went over like a fart in church). There had been exactly zero meals brought to our door when we arrived home the week before (yes, the week before) with a freaked out two-year old.»
«It’s not about presents or cake (although I really love cake.) It’s about recognition of a milestone and celebrating families. (...)Think about this next time a friend announces she’s adopting: adoption is deliberate. The sheer amount of paperwork boggles the mind. If you’re teetering on the brink of crazy, this will drive you over. Adoption is usually a “shout from the rooftops” kind of big deal; treat it that way. Ask how things are going. Questions like “do you really know what you’re getting in to?” don’t count.
Don’t point out how lucky she is to keep her figure (besides, the tales I could tell about pre-adoption stress eating are epic). You might not know what road someone traveled to get to adoption. Maybe you’re saying “poo, you’re doing it the easy way” to someone who thinks doing the deed and incubating for nine months is an easier option.
Don’t assume a family who is adopting doesn’t want a celebration, even if the child isn’t a newborn. A child joining a family that will love them FOREVER is cause for some cake. Maybe even a balloon or two.»
Em tradução livre:
«Logo depois (mesmo logo depois) de o nosso primeiro filho ter chegado a casa, vindo da China, uma mulher da minha comunidade pediu-me que ajudasse a organizar refeições para uma recém-mãe (isto caiu como «um peido na missa»). Tinham-me sido trazidas exatamente zero refeições na semana anterior, quando nós chegámos a casa (sim, tínhamos chegado na semana anterior) com um bebé de dois anos assustadíssimo.
(...)
Não tem a ver com os presentes ou o bolo (embora eu realmente adore bolo). Tem a ver com o reconhecimento de um marco importante e a celebração das famílias. (...)
Pense nisso da próxima vez que uma amiga anunciar que vai adotar: a adoção é deliberada. A quantidade de papelada dá a volta à cabeça. Se estiverem no limite da loucura, isto vai fazer-vos passar para o outro lado. A adoção é uma coisa muitíssimo importante: trate-a dessa maneira. Pergunte como estão a ir as coisas. Perguntas como «Sabes mesmo no que te estás a meter?» não contam.
Não digam que essa amiga tem sorte por poder manter a sua linha (além disso, podia contar-vos histórias épocas sobre o stress pré-adoção e a comida). Pode não saber que caminho alguém percorreu para chegar até à adoção. Talvez esteja a dizer que está a escolher o caminho mais fácil a alguém que acha que ter sexo e ficar grávida durante 9 meses teria sido uma opção mais fácil.
Não parta do pressuposto que uma família que adota não quer uma celebração, mesmo que a criança não seja um recém-nascido. Uma criança a juntar-se a uma família que vai amá-la para sempre é motivo para comer bolo. Talvez até para um balão ou dois».
Vão lá espreitar ;)
http://rippedjeansandbifocals.com/
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
Medos
Ando para aqui preocupada com a possibilidade de não sermos aprovados como candidatos a pais adotivos. Ia ficar feita num 8, agora que estou cada vez mais empenhada e entusiasmada com esta perspetiva.
Mas na verdade, eu sei lá...
Somos um casal com um casamento feliz e equilibrado. Acho que queremos adotar pelas razões certas e temos uma visão positiva da adoção. Estamos realistas face ao processo e esforçamo-nos por nos informar. Temos condições económicas e habitacionais boas.
Por outro lado, ninguém é perfeito. Eu não sou do tipo «mamã». Não sonhei ser mãe a minha vida toda - ainda agora tenho uma perspetiva pouco cor de rosa sobre a parentalidade e pouca experiência e à-vontade natural com crianças. Isso não quer dizer que agora, depois de todo o longo processo que tem sido amadurecer estas ideias, não queira ser mãe. Ser mãe é uma escolha muito consciente para mim - não é uma inevitabilidade. Mas uma escolha séria, provavelmente a mais séria de todas, e perante a qual estou fortemente comprometida e implicada. Isso é mais racional do que emocional, sim. Emocionalmente tenho um medo do caraças! Mas é o que é, e não acho que seja pior do que o contrário, para dizer a verdade, e que conto com o apoio do meu marido, que é super afetivo e fofo e papázão e confio que juntos sejamos capazes desta aventura - senão, não me metia nela. O problema é que estamos a ser avaliados, e não escondi nada disto. Acho que devo ser verdadeira e transparente, ainda para mais num processo tão importante. E não sei como é que este processo todo passa para o lado de lá, nem até que ponto será um obstáculo a que nos aprovem.
E é complicado estar aqui à espera, sem saber se será um sim, ou um não outra vez. O percurso da infertilidade habituou-nos a muitos nãos, mas não lhes retirou o sabor amargo - pelo contrário. Este seria o não final, e seria muito duro. Custa até pensar nessa possibilidade.
Estou a apaixonar-me pela ideia de adotar, e tenho medo de não ser correspondida. É um medo «do caraças», garanto.
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