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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Metas 2017

(Fonte: http://weart.com.br/blog/?p=15)

Parece que o ano de 2016 começou sem metas. Fui lá atrás ao arquivo e não as encontrei. Não admira que tenha sido um ano tão complicado :P

Vamos lá planear metas para 2017 - não fazem milagres, mas realmente ajudam a manter o foco.

Casamento:
- 1 noite/dia/fim de semana especial por mês

Financeiras:
- Elevar o nível das poupanças (tenho uma meta mais específica e um modo concreto de lá chegar em mente: colocando de lado um valor determinado por semana).
- Constituir um pé-de-meia para o IMI e outras despesas extra (para nessas alturas não deitar a perder o objetivo anterior).
- Diminuir a dívida aos meus pais (Também aqui, tenho uma meta específica em mente).

Compras:
- Bicicleta para o L.
- Rever as chaminés da casa
- Se a vida correr mesmo de feição: 1.º ar condicionado e um portátil novo

Trabalho:
- Este ano, basicamente é não cair para o lado de exaustão!
- Não, a sério: 2 artigos ou capítulos, pelo menos
- Manter as orientações em dia

Amizades:
- Um encontro/telefonema semanal, pelo menos.
- Tentar manter contacto com mais pessoas (1x/mês)

Saúde:
- PERDER PESO
- Cozinhar sobretudo em casa
- Comer mais fruta e legumes
- Caminhadas de 10 Km por fim de semana.
- Voltar ao Fit2B, 2x/semana

Pessoais:
- Tornar o meu tempo pessoal de oração realmente diário, consistente e menos apressado.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Coisas que ajudam

Quem me vai lendo, sabe que a minha fé me tem ajudado muito ao longo desta caminhada. E a playlist que acompanha este post ajuda.



Esta música é só uma das que constam dessa playlist, mas é aquela que ando a cantarolar pela casa, enquanto espero.
Aconselho vivamente a quem estiver num período de espera (seja pela adoção ou por outra coisa) e acreditar.
So let it go my soul and trust in Him, the waves and wind still know His name.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Ainda a espera


Para quem me «conhece» há mais tempo, não é segredo que temos uma história de infertilidade. Infertilidade inexplicada, para ser concreta - ou seja, muitas perguntas e nenhuma resposta. Esse caminho começou em fevereiro de 2012, quando decidimos começar a tentar engravidar e prolonga-se até hoje.
Quem passou por aqui sabe o que isso implica, o sofrimento físico e psicológico que causa e o tema subjacente e omnipresente da espera. A espera tornou-se o tom dos dias, mesmo quando muitas vezes nos esquecemos dela ou a enviamos para segundo ou terceiro plano e avançamos com a vida. Já há alguns anos que é assim: a espera reaparece em grande força durante um tratamento, entre consultas. Nos outros dias, esconde-se. Passados 4 anos e meio já não estamos à espera de milagre nenhum a cada mês - no início, a espera era constante. Depois houve as esperas pelos inúmeros exames e não só já fizemos todos os exames possíveis e imaginários (alguns dos quais verdadeiras torturas), sempre para ouvir que está tudo bem, como também já desesperámos em grande medida de algum dia saber a resposta. O jogo de esperança de que já falei aqui várias vezes pende agora claramente para a desesperança: muito provavelmente, nada vai acontecer naturalmente; a minha vontade de fazer tratamentos e a confiança neles anda pelas ruas da amargura. Todo o processo perde sentido e apetece-me realmente desistir e dizer que se tiver que ser, será, se não tiver que ser não será, e encerrar o capítulo que já é demasiado longo.
E eis que finalmente nos sentimos capazes de começar um novo capítulo, um «novo» projeto, que agora absorve os meus pensamentos e mantém a cor da espera: a adoção. Começo a achar que os anos de infertilidade foram o melhor treino possível para esta viagem: estamos habituados a esperar. Sabemos no que nos estamos a meter! E sei que esta é a fase mais «fácil» em que vai havendo novidades: o processo que avança, as reuniões, as formações. E sei que depois virá o longo silêncio e que a esperança e a espera vão voltar a colorir os nossos dias. Mas desta vez, acredito que haverá crianças à nossa espera. E é complicado pensar no que elas poderão estar a passar neste momento, sem nós, com pais negligentes ou maltratantes ou em instituições. E como crente que sou, vou rezando por elas, sejam quem forem, onde quer que estejam, para que Deus as proteja enquanto eu não as posso proteger, e para que não deixe que a vida as magoe demasiado até chegarem aos nossos braços.

domingo, 10 de maio de 2015

A espera

Imagem de: http://unveiledwife.com/what-is-love-series-love-is-patient/

Já o escrevi mais de uma vez e sinto-o com enorme intensidade - a infertilidade é um jogo de espera.
Primeiro, a espera que acontecia a cada mês, que o ciclo (não) se completasse e que esta fosse a nossa vez.
Mês, após mês, a resposta não chegava. Às vezes - e com a desordem hormonal causada por anos a tomar a pílula - até esse «Não» se fazia esperar. Havia um atraso, depois outro, e de cada vez a dúvida, a esperança, a possibilidade, e os testes sempre negativos, com uma única risca a gritar a solidão e o vazio que se começavam a fazer notar. Muitas vezes chorei sozinha na casa de banho, muitas vezes maldisse o funcionamento normal do meu corpo que me dizia novamente que nenhuma vida estava a caminho.
Depois, perceber que não adiantava apenas esperar, e que estava na hora de procurar ajuda. Esperar mais, esperar pelos exames. Esperar por consultas. Esperar entre consultas. Esperar por respostas. Esperar entre cada alteração da medicação para a tiróide para repetir análises. Análises invasivas e pouco invasivas, mas sempre pessoais porque se relacionavam com o mais íntimo que pode haver entre um casal. E também os resultados se fizeram esperar - tudo normal, muito bom aliás, e um diagnóstico por exclusão: Infertilidade inexplicada.
Para uma control freak como eu, habituada a prever, a organizar, a controlar, era o derradeiro desafio. A impotência, a inutilidade de qualquer esforço, a necessidade de aceitar que não tenho controlo sobre o meu corpo e o que ele, aparentemente sem motivo, se recusa a fazer.
Depois, o início dos tratamentos. Foi só nessa altura que nos demos permissão para deixar de tentar. Baixar os braços e aceitar que, naturalmente, não ia acontecer. E viver os meses, os períodos férteis e os «Nãos» com mais naturalidade. Deixar de chorar na casa de banho. Mas no interregno da espera, chegam os meses de tratamento e com eles a inevitável esperança e o regresso da ansiedade, e o regresso dos «Nãos», ainda mais intenso do que antes.

No entretanto, ao longo da espera, alguma coisa aconteceu.
Alguma coisa mudou em mim.

E entra aqui a fé.
Como crente que sou, todo este processo ganha outras tonalidades.
Se no início era o «Não» que se sobrepunha a tudo e que era enfrentado com o meu «Porquê», pouco a pouco fui deixando de lutar. Nunca consegui pedir a Deus um filho - peço sim que seja feita a Sua vontade. Porque admito que não sei, nem tenho que saber, o que é o melhor. Porque admito que a infertilidade e a espera já me enriqueceram, apesar da dor, ou precisamente devido a ela.
 - deram-me a certeza da força do amor que vivo com o meu marido, e que por todos os gestos e todas as palavras, ao longo de já mais de 3 anos, esteve comigo neste caminho da infertilidade. É uma certeza e uma confiança que 20 anos de facilidades nunca nos dariam. Não posso exprimir a gratidão e a profundidade deste sentimento.
 - deram-me uma nova proximidade com Deus. No meio da dificuldade, quando tudo o resto falhou, voltei-me para Ele. A resposta não mudou. Talvez nunca mude. Mas a forma de a sentir, o Amor e o apoio que recebo - porque já antes me eram dados mas não os queria receber - mudam tudo.
 - deram-me (ainda estão a dar) a oportunidade de aprender a confiar e a abandonar-me. A não tentar planear tudo, a ter a humildade de admitir que os meus planos de pouco valem. E de que os meus planos podem não ser o melhor.
 - deram-me maior sensibilidade em relação aos sofrimentos dos outros, maior compaixão, um coração mais generoso.
 - deram-me a certeza de que se algum dia for mãe, seja biológica ou não, serei uma mãe infinitamente melhor do que se não tivesse tido esta espera.
 - deram-me uma nova perspetiva sobre as prioridades e o que realmente conta.

O amor é paciente.
O amor espera.

E se a espera for sempre culminada com um «Não», quero saber que pelo caminho tive tantos outros «Sins», que soube aceitá-los e agradecer cada um deles.

E aqui fica um texto muito interessante sobre a espera, para quem gostar de ler inglês. E outro,que me tocou imenso e explica tão bem o que sinto a este respeito.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Obrigada e bom ano!

Esta altura é de balanços, não é? Ou sou só eu?

Este blogue anda a precisar de um belo balanço, de um vai ou racha de alguma coisa! Afinal, nasceu com a mudança para Lisboa, e esmoreceu com o meu regresso a casa.

Mas para já, deixo-vos com um OBRIGADA - por ainda passarem aqui, por me enviarem boas energias, pelo apoio. E um excelente 2015 para todas e todos.


Agora a moda é ter uma palavra «lema» para orientar o ano. Eu fico com duas, porque sim: fé, e preserverança (para mim, duas palavras relacionadas).


E vocês?

Um grande beijo!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Ando seriamente ausente do estaminé

Há alturas em que a escrita não apetece. Em que falar da vida não apetece. Isso pode acontecer sobretudo por duas razões: ou porque se está intensamente feliz, a viver o momento presente sem vontade nem tempo de o capturar em palavras, ou porque o que se anda a viver não tem conteúdo que interesse às palavras e não se queira guardar. Comigo, ultimamente, tem sido sobretudo o último caso. Tenho andado com uma nuvem em cima da cabeça, como nos desenhos animados, numa daquelas fases em que até parece piada quando chega mais uma má notícia. Mas tenho tentado manter a esperança, não me deixar desanimar demasiado... e por isso escrever não tem sido o meu caminho. As coisas têm tendência a extemar-se quando são escritas.

Até já - porque dias melhores chegarão.