sábado, 25 de junho de 2016

Adoção - Números de 2015



Quadro comparativo das características das crianças disponíveis para adoção e das pretensões dos candidatos em lista de espera - dezembro 2015 (dados nacionais) (Fonte - dados fornecidos na sessão A)


Total de Crianças em Situação de adotabilidade
Total de candidatos em lista de espera

383
1884
Características
Crianças
Pretensões
Idade
(anos)
0 a 1
40
1615
2 a 3
42
1793
4 a 6
88
1422
7 a 9
85
343
10 a 12
100
67
13 a 15
26
22
Mais de 15
2
5


Grupos de irmãos
208
406


Situação de Saúde
Sem problemas
215
1389
Ligeiros
77
650
Graves
91
7
Deficiência
64
4


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Adoção - Os números (1.º de uma série)




Esta notícia já é antiguinha, mas a situação não se alterou assim tanto:

Fonte: DN de 28/11/2015
Famílias preferem adotar crianças até aos 5 anos e saudáveis


Em Portugal há mais de quatro candidatos por criança para adotar.
 Deficientes raramente conseguem deixar instituições

Para cada criança e jovem à espera de serem adotados existiam em dezembro de 2014 mais de quatro 
candidatos, segundo o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social. Os dados revelados
 mostram que existiam 429 menores para adotar e 1805 interessados em lista de espera.
Mas a diferença está longe de significar que todas as crianças encontram com facilidade uma família 
disponível para as receber e integrar.
Tradicionalmente, os interessados procuram essencialmente crianças com idades entre zero e 5 anos. 
Mas é sobretudo entre os 7 e os 12 anos que se encontram crianças em condição de ser adotadas. Em 
dezembro de 2014 a rede integrava 41 crianças até 1 ano, 47 entre os 2 e os 3, 90 dos 4 aos 6, 109 dos
 7 aos 9 e 108 dos 10 aos 12, existindo ainda 31 entre os 13 e os 15 e três com mais de 15 anos. 
Comparativamente, a esmagadora maioria dos interessados pretendiam adotar crianças até aos 3 anos 
(1686). Destes, 1560 pretendiam mesmo adotar bebés até 1 ano (1560). Alargando a faixa etária para 
os 6 anos, apenas dois terços dos candidatos (1279) continuavam interessados. E a partir dessa idade o 
número cai a pique, para 299.
Parte da explicação para esta assimetria entre as idades em que as crianças estão disponíveis para 
adoção e as pretendidas pelos candidatos a pais passa pelas burocracias envolvidas nestes processos, 
que levam muitas vezes a que os menores fiquem institucionalizados até ultrapassar a fase em 
que têm mais probabilidades de encontrar uma família. Foi a pensar nessa condicionante que, em maio 
deste ano, o governo aprovou uma proposta de lei do regime jurídico da adoção visando eliminar
 a dispersão legislativa sobre a matéria e também estabelecer um prazo de 12 meses para a tomada 
de decisões nestes casos. O diploma acabou também com a figura da adoção restrita, em que a criança 
adotada mantinha uma relação de deveres e direitos perante a família natural, preservando também um 
ou mais apelidos desta, estabelecendo-se a adoção plena como norma.
Medidas que, mesmo revelando-se eficazes, não serão ainda suficientes para assegurar a todas as 
crianças o direito a uma família. É que só 20% dos candidatos (368) aceitam adotar grupos de irmãos, 
existindo no final do ano passado 208 destes grupos. A situação torna-se ainda mais complicada quando
 as crianças sofrem de doenças graves ou de alguma deficiência, com um candidato para 15 menores.

A papelada - Documentos para o processo de Adoção

Depois da sessão A, começámos a tratar da papelada necessária.
Concretamente:

Formulários. Os formulários são fornecidos na 1ª sessão de formação para a adoção.

Na sessão recebemos comprovativos de realização da formação A, que temos que entregar juntamente com o processo e um conjunto de formulários, que levam algum tempo a preencher. Um deles é individual e tem umas boas 5 páginas para escrever. Implica falarmos sobre a nossa vida, escolaridade, família, motivos para adotar, posição sobre alguns aspetos concretos (tipo, raça da criança, deficiência, revelação da adoção, esse tipo de coisas)... dá que pensar e demora um bocado a preencher. Eu já preenchi a minha... agora falta o marido ;) Motivá-lo a escrever aquilo tudo não vai ser fácil.

Documentos necessários Documentos do(s) candidato(s) a adotante(s):
 Certidão de nascimento; - Check!
 Fotocópia do documento de identificação válido (cartão de cidadão, bilhete de identidade, passaporte). - Check!
 Certidão de casamento ou atestado da Junta de Freguesia, se viver em união de fato;  - Check!
(NOTA: Não peçam as certidões de nascimento e casamento online! Se forem à Loja do Cidadão e explicarem que são para efeitos de adoção, são gratuitas. Online, custam 20€/cada. Podem agradecer-me por vos poupar 60€ ;) )
 Registo criminal (especificamente para efeitos de adoção); Check! (5€/pessoa, e feitas na hora na loja do cidadão, balcão do cidadão).
 Atestado médico comprovativo do estado de saúde (especificamente para efeitos de adoção); - Consulta marcada no Centro de Saúde para dia 30... Não adianta pedirem antes da sessão A, porque nos dão um formulário específico (mais um) na formação. 
 Fotocópia do recibo do último vencimento ou declaração da entidade patronal ou fotocópia da última declaração do IRS; - Check
 Fotografia; (ainda não as fui tirar...)
 Número de identificação da Segurança Social (NISS). - Check!

Documentos do(s) filho(s) do(s) candidato(s):
 Certidão de nascimento atualizada. No nosso caso, não se aplica.

(In: Guia Prático – Adoção ISS)

Como vamos à consulta dia 30, estamos a contar conseguir entregar tudo na SS dia 1 de julho, e começar nessa data o nosso caminho, agora mais formalmente.

sábado, 18 de junho de 2016

Formação A

Então vamos a isto, sim?
Estamos a iniciar uma caminhada que se desenha longa. Estamos a tentar adotar.
Em maio enviámos um formulário, indicando a nossa vontade de adotar, para a segurança social. No início de junho, recebemos o tão esperado telefonema: a marcação da sessão A.
Para quem não sabe, os candidatos à adoção têm que fazer 3 formações ao longo do seu percurso. A A, é logo a primeira, uma sessão de esclarecimento antes de mesmo de formalizarmos a candidatura, entregando a papelada toda, para que os candidatos avancem sabendo melhor o que os espera e ponderando seriamente se é o que querem. E se não for... vão a tempo de desistir, ou de ponderar melhor antes de avançar.
Tinham-me dito que fosse preparada porque me iam tentar assustar.

E então?

Não achei nada assustador. Achei realista. Achei equilibrado.
Não me disse nada de muito novo, porque pelas minhas próprias características tenho-me fartado de ler e pesquisar sobre o assunto, mas acredito que para algumas almas bem intencionadas tenha o efeito de um banho de realidade.
E agora? Vamos à papelada!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

O que é feito de mim?

Olá!
Ainda estou aqui!
Eu sei que não parece, mas estou. Bem, viva.
Este ano tem sido particularmente complicado. Parece uma novela mexicana. E no meio de todos os episódios, não tenho tido capacidade/tempo/vontade de escrever.
Estou a pensar voltar, agora.
Ainda não sei se aqui. Ou noutro blogue. Talvez um blogue sobre adoção ;). Sim, é verdade, enchemo-nos de coragem e candidatámo-nos a adotar. Ainda estamos na estaca 0. Fazemos esta semana a primeira formação, mas finalmente tenho alguma coisa sobre a qual me apetece escrever, até para processar tudo o que vamos vivendo, pensando e decidindo.

Até já!