Vim cá a cima para um seminário que vai acontecer amanhã todo o dia. Hoje, foram muitas horas num comboio sozinha. Finalmente, aprendi com a pessoa ao meu lado como se reclinam os bancos do alfa, o que é um conhecimento valiosíssimo. Priceless, mesmo!
Cheguei sozinha, de taxi, àquela que foi tanto tempo a minha casa. É estranho, nostálgico, mas sabe bem.
Pelo sim, pelo não, pus-me a selecionar alguma roupa e a arrumar alguns livros. Estou a achar mais provável do que já achei voltar para cá de vez, e só ganho em ir preparando caminho. Em 11 anos esta casa acumulou muita tralha. Muitos livros, muitas caixas de eletrodomésticos, muita roupa que deixou de me servir. Há muita purga para fazer por aqui! E a minha alergia já está a fazer das suas, senão, bem que punha metade do recheio da casa na rua ainda hoje! Amanhã compro sacos de lixo daqueles grandes e é um ver se te avias.
O marido ficou em casa doente, e eu vim preocupada com ele, com o coração nas mãos. Se ficar melhor, amanhã terei novamente a melhor companhia do mundo.
E tenho almoços e jantares conhecidos com amigos do coração. E por hoje isso basta-me para estar melhor, mesmo que não haja razões concretas para isso. Vamos andando, como tem que ser.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
A minha vida bipolar
Não sou eu, a sério, acreditem. Ninguém anda mais aborrecida desta montanha russa do que eu, que nem gosto de adrenalina nem de montanhas russas, nem de alturas e muito menos de novelas mexicanas que é o que isto começa a parecer. Não há pachorra. Já me irrito a mim mesma com as minhas histórias, eu que neste momento tenho como grande aspiração ter alguma estabilidade, paz e sossego.
As histórias do concurso têm sido assim, ora sobe, ora desce. Achavas que era a luz ao fundo do túnel e estavas confiante e feliz da vida? The joke is on me, porque afinal, acrescentaram mais umas curvas labirínticas ao túnel que mais parece atravessar o evereste. O ticker que conta quanto falta para o Natal só me irrita, porque neste momento é altamente improvável que tenha a vida definida por essa altura. Estou farta de tanta incerteza, stress e cenários inimagináveis a desenhar-se na minha cabeça, que tento desbravar com milhentas possibilidades de solução, cada uma pior que a anterior. Que raios.
O pior no meio disto tudo é ninguém dar um esclarecimento, ninguém apontar datas, soluções, ou sequer manifestar querer saber de andarmos por aqui a equilibrar-nos na corda bamba. Nós e a nossa cabeça, os nossos cenários, as nossas contas, sem uma réstia de clareza.
De modo que é isto. Como me irrito a mim mesma com esta história em que ando enrolada há mais de meio ano e da qual não se vê fim, como estou exausta e desmotivada e feita num oito, não fosse eu o ganha pão cá de casa e não fosse o facto de ter a vida profissional a gozar comigo vagamente desorientador, tenho estado calada. Calada para não deitar cá para fora esta enxurrada de ansiedade e de raiva. É por isso que estou ausente. Ando imprópria para consumo.
sábado, 15 de outubro de 2011
Do peso e outras medidas
Pois é, a batalha foi ganha.
Esta manhã, estava a pesar 55,8Kg e ontem à noite 56,5kg. Já nem de noite ultrapasso a marca dos 57, que era o meu objetivo. Isto correu melhor do que eu esperava tendo em conta uma semana inteira na Turquia e 4 dias em Espanha, a comer sem horas e aquilo que se arranjava.
Não tenho posto os pés no ginásio estes últimos tempos à custa de uma semana fora de casa e outra semana com pontos.
Ah, pontos! Sim, sempre fui tirar um sinal que tinha no peito. Correu tudo bem, vou na terça-feira tirar os tais dos pontos e saber o resultado da biópsia.
E pronto, até lá, nada de grandes correrias, que isto não dói, mas faz alguma impressão e não queria esticar e torcer demasiado a pele enquanto tiver lá corpos estranhos enfiados.
A batalha do peso está ganha, mas vamos a ver se serve o fim a que se propunha. Com estes cortes todos, o marido está com dúvidas de que tenhamos condições para ter um filho... A minha consulta continua marcada para Novembro, mas não sei bem se é desta que vamos começar a tentar...
Esta manhã, estava a pesar 55,8Kg e ontem à noite 56,5kg. Já nem de noite ultrapasso a marca dos 57, que era o meu objetivo. Isto correu melhor do que eu esperava tendo em conta uma semana inteira na Turquia e 4 dias em Espanha, a comer sem horas e aquilo que se arranjava.
Não tenho posto os pés no ginásio estes últimos tempos à custa de uma semana fora de casa e outra semana com pontos.
Ah, pontos! Sim, sempre fui tirar um sinal que tinha no peito. Correu tudo bem, vou na terça-feira tirar os tais dos pontos e saber o resultado da biópsia.
E pronto, até lá, nada de grandes correrias, que isto não dói, mas faz alguma impressão e não queria esticar e torcer demasiado a pele enquanto tiver lá corpos estranhos enfiados.
A batalha do peso está ganha, mas vamos a ver se serve o fim a que se propunha. Com estes cortes todos, o marido está com dúvidas de que tenhamos condições para ter um filho... A minha consulta continua marcada para Novembro, mas não sei bem se é desta que vamos começar a tentar...
A água
Dizem que um dos produtos que vai encarecer com estas medidas é a água engarrafada.
Já há algum tempo que deixei (quase) de usar água engarrafada, mais por uma questão de comodidade (não carregar 5 garrafões de 5l pelas escadas a cima cada semana, num total de 25kg e num prédio sem elevador) e de ecologia. Em vez disso, uso uma Brita. A Brita filtra as impurezas (metais pesados e afins) da água da torneira e faz com que fique com um sabor muito mais agradável. A água da torneira é segura no nosso país, e com a ajudinha do filtro fica óptima.
Os filtros não são baratos e até agora não achava que houvesse uma clara vantagem económica. Mas aí, também uso uns truques.
1) Em vez de trocar de filtro de mês a mês, como eles recomendam, mudo só quando começo a sentir algum sabor na água. Dura bem 2 meses ou até um pouco mais, com duas pessoas a consumir, como é o nosso caso.
2) Compro os filtros quando os apanho em promoção. Estão embalados em vácuo e não se estragam.
Há uns tempos houve uma promoção de 50% (no continente) tanto nos filtros como na jarra + 3 filtros. E como nesta última versão a jarra ficava de borla, já tenho umas 4 jarras cá em casa e 9 filtros que me darão à vontade para um ano. Tudo isto sem gastar tanto plástico, sem carregar garrafões, e sem pagar 23% de IVA no bem mais essencial de todos - a água!
P.S. - Há outras marcas idênticas. A Brita é aquela que eu tenho, mas deve valer a pena a quem ainda não tem jarro comparar o preço dos jarros e filtros de outras marcas.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
A taxa intermédia do IVA
Fiquei horrorizada e alarmada com as notícias de ainda mais cortes. Como parte da função pública, serei muito diretamente afetada. Não há cá subsídios de Natal nem férias para ninguém nos próximos 2 anos. A questão da (quase) extinção da taxa média do IVA pareceu-me ainda mais grave. É uma percentagem de diferença enorme, com repercussões em tudo o que gastamos e consumimos.
Fui às compras, munida de alguns talões de desconto que tinha, para fazer stock de alguns produtos que não se estragam e que tenho sempre em quantidade - nomeadamente produtos de limpeza corporal e doméstica. Poupei quase 70€ à conta dos vários vales que usei, o que foi bom, embora tenha requerido um investimento.
Quando olho para a fatura, no entanto, fiquei surpreendida. Nunca tinha dado muita importância a que produtos entravam em qual taxa do IVA; hoje dei. Então é assim, numa lista de supermercado enoooorme, havia apenas 1 singelo produto à taxa intermédia - beterrabas cozidas. Tudo o resto entrava ou na taxa reduzida (peixe, legumes, fruta, leite...) ou na «normal» (tudo o que era de higiene e limpeza e para minha surpresa, os cereais de pequeno almoço, esse luxo burguês). Depois de atentar neste cenário, fiquei a achar que afinal a alteração do IVA não iria alterar assim tanto. Estarei errada? Afinal, o que vai passar a ser taxado por cima, alguém já definiu?
O que me assusta mesmo a sério é a parte dos cortes por todo o lado. Já me tiraram uma percentagem jeitosa do ordenado, agora foram-se os subsídios de férias e de natal, o que virá a seguir?
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