Ontem, dia romântico e merecedor de celebração, saímos para jantar, num belo restaurante à beira mar plantado.
Como meninos bem comportados que somos, recusámos as entradas que cheiravam tão bem, mas tão bem, que se ficassem na mesa tinham ido todas. Pedimos uma garrafa de vinho, como prendinha especial, e peixinho grelhado com legumes cozidos. O peixinho, como é apanágio dos restaurantes de praia, era fresco e bem grelhado. Ficámos felizes e orgulhosos das nossas escolhas.
Mas eis que chega a carta de sobremesas e caímos na tentação: veio um bolo de chocolate a dividir pelos dois, com duas colheres...
Hoje, votei aos 58,5. Alguém me explica como é que meia fatia de bolo de chocolate = + 400g? Acho que o raio da fatia não pesava nem metade disso!
Moral da história: foi uma semana perdida, que terminou como tinha começado :(
E para a semana, 4 dias inteirinhos a comer fora de casa. Vai ser bonito, vai!
domingo, 4 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
4
Faz hoje 4 anos que a nossa história começou. Porque tem sempre que haver um dia 1, este é o nosso. 4 anos. Vais dizer: «ainda somos tão pequeninos», como dizes sempre, com a segurança de quem sabe que há de haver 40 para festejar. E eu amo-te por isso. Parabéns a nós. Por uma viagem cheia de curvas, mas suave, porque feita ao teu lado.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
A outras coisas, no entanto, não é tão fácil habituar-nos
Fez ontem 1 ano que virámos a vida do avesso e viemos para aqui. Há um ano atrás estávamos nós sem eletricidade em casa, sem sofá, anestesiados de todo perante o desconhecido. Com esperança de que corresse tudo bem, mas com pouca vontade de deixar para trás uma vida feliz.
Um ano depois, algumas coisas tornaram-se mais fáceis. A casa é mais nossa. Há algumas pessoas que se tornaram próximas. O espaço, ainda largamente deconhecido, já tem ilhas de conforto. A saudade de uma outra vida e de um outro contexto, essa, às vezes parece cada vez maior. Comparo-nos (a ele, mais do que a mim) aos emigrantes que partiam para França, sempre com a esperança de voltar a casa.
Por outro lado, a segurança atrás da qual viemos foge-me por entre os dedos. O meu contrato acaba hoje. Faltou uma assinatura, de que alguém se esqueceu, para já ter sido renovado. E agora, só pode sê-lo dia 20 de Setembro. Até lá, ficamos no limbo, a achar que tudo vai correr bem, sem saber se recebo este mês, e quando o recebo, e a trabalhar para preparar um semestre que, para todos os efeitos, não está garantido.
Tomara que o raio do concurso se resolvesse de uma vez por todas, o quanto antes, para deixar de andar ao sabor do vento. Não foi para isso que virei a vida de pernas para o ar, me demiti, e deixei para trás a minha casa, os meus amigos, o meu espaço.
Um ano depois, algumas coisas tornaram-se mais fáceis. A casa é mais nossa. Há algumas pessoas que se tornaram próximas. O espaço, ainda largamente deconhecido, já tem ilhas de conforto. A saudade de uma outra vida e de um outro contexto, essa, às vezes parece cada vez maior. Comparo-nos (a ele, mais do que a mim) aos emigrantes que partiam para França, sempre com a esperança de voltar a casa.
Por outro lado, a segurança atrás da qual viemos foge-me por entre os dedos. O meu contrato acaba hoje. Faltou uma assinatura, de que alguém se esqueceu, para já ter sido renovado. E agora, só pode sê-lo dia 20 de Setembro. Até lá, ficamos no limbo, a achar que tudo vai correr bem, sem saber se recebo este mês, e quando o recebo, e a trabalhar para preparar um semestre que, para todos os efeitos, não está garantido.
Tomara que o raio do concurso se resolvesse de uma vez por todas, o quanto antes, para deixar de andar ao sabor do vento. Não foi para isso que virei a vida de pernas para o ar, me demiti, e deixei para trás a minha casa, os meus amigos, o meu espaço.
De como nos habituamos rapidamente às coisas boas
Já não sei viver sem a minha D. Celeste 5h/semana. Bastaram 3 semanas de férias que a senhora tirou para o caos se apoderar da minha casa! Que falta que me fez! Bem vinda de volta.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
O mês de Agosto
Foi frenético, entre trabalho, stress de concursos e afins. Diz que houve 15 dias de férias pelo meio, mas nem uma semana se concretizou em paz e sossego.
Contou com o início da dieta, que anda de novo bem lançada - já superei o deslize - e que o marido agarrou com tantas unhas e dentes quanto eu. É fantástico saber que o inspirei a fazer uma coisa importante para ele, e que está, finalmente, abaixo dos 90kg. Juntos, havemos de conseguir chegar aonde queremos. E não é que o rapaz anda tão empenhado que estamos a ponderar comprar uma elíptica? Com as horas que ele passa fora de casa, compreendo que prefira isso a voltar ao ginásio, e estou capaz de embarcar na loucura, se isso o ajudar a perseverar. E eu... não tenho visto um 6 no início do meu peso, nem à noite, quando normalmente estou mais de 1 kg mais pesada do que de manhã. Ao início desta manhã, 58,4. Fico feliz.
Estou mais pobre do que há um mês atrás, que esta correria toda e alguns dias fora de casa derreteram-me o orçamento. E tenho duas viagens nos próximos 2 meses - sempre trabalho, pessoal, sempre trabalho, não há porque ter inveja.
As últimas semanas têm sido de trabalho intensivo, mas a montanha de tarefas que há 15 dias me parecia intransponível e que me deixou de péssimo humor, hoje parece estar quase reduzida a um montinho manejável. E é bom que assim seja, porque os meses que aí vêm não vão ser mais simpáticos que este.
Resumindo: chego ao fim do suposto mês de férias de rastos, mas com menos pontas soltas, mais pobre e mais magra. É 50/50.
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