quarta-feira, 2 de maio de 2018

Alta!

Hoje foi o dia da tão aguardada consulta do H. Guimarães.
Estava nervosa, apesar de tudo, embora tivesse visto o feijãozinho ainda há poucos dias. Nunca se sabe... Mas estava, para já, tudo bem. E, como esperava, tivemos alta. Agora podemos ser acompanhados fora do hospital, normalmente. É um passo importante. Agora, se tudo correr bem, só devo voltar ao Hospital para entregar os formulários da PMA preenchidos e mostrar o rebento, daqui a muitos meses. Deus queira! Não terei saudades dos tempos passados lá, mesmo que seja grata pelo que lá aconteceu.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

E a adoção?

Faz amanhã dois anos que faleceu o meu cunhado. Foi um dos marcos que nos fez dar o passo que andávamos a decidir tomar, gradualmente, há anos, e dar início ao processo de adoção.
Com esta gravidez a avançar, embora ainda periclitante, tenho pensado muito sobre o projeto de adoção. Ainda nem verbalizei essas ideias com o marido. Acho que para já, estou numa fase de esperar para ver como tudo vai correr.
Se correr tudo bem, teremos que avisar a Segurança Social - aliás, como no caso de qualquer mudança de vida importante - e possivelmente repensar e reformular as nossas opções.
Tenho oscilado entre a ideia de manter tudo tal e qual como está - adoção de irmãos até à idade escolar - ou alterar para apenas uma criança, mais pequena. Pelo menos para já, e para mim, a adoção continua no horizonte. Ainda temos muito caminho pela frente, nisto da gravidez, e se correr tudo bem, na parentalidade. Ainda não consigo tomar uma decisão madura e ponderada, mas estou, desde o momento zero, a traçar cenários.

Só para dar um arzinho da minha graça

Cá vamos andando, um dia de cada vez.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Muito mais calma

Vim da consulta muito mais tranquila. E regresso lá este sábado.
Nada como falar com uma profissional para ficar mais sossegada!
Obrigada, de novo, pelo apoio.
Devagarinho, vamos caminhando.

Dia de consulta

Obrigada pelas mensagens de apoio. Na verdade ainda não me sinto de parabéns. Tenho tanto medo.
Hoje é dia de consulta na minha Ginecologista do privado. Algo pelo qual que me deram nas orelhas quando avisei no hospital que iria fazer (da próxima não aviso). Não consigo perceber. Ok, só tenho consulta no público dia 2. Tenho que respeitar os prazos do público e esperar, claro. Agora, nada me impede de, entretanto, ir procurar o apoio que tarda no público a outro lado. Estou a precisar de ouvir de um médico o que acha disto tudo. Até que ponto posso descansar ou não. Vejam bem que desde a transferência não voltei a falar com um médico nem a ter uma consulta - desde dia 29. Está quase a fazer um mês.
Sei que nunca serão respostas definitivas - essas só depois das 12 semanas ou nem aí - mas alguma resposta, de um profissional qualificado e não da internet, e dos fóruns de grávidas. No hospital só dizem que não se sabe - nem explicações, nem hipóteses, mais nada. Ora, não saber, já eu não sei sozinha, e isso deixa-me passar tudo e mais alguma coisa pela cabeça. O que me atormenta (mais) o coração é a incerteza e o medo. A informação que possa ir tendo entretanto ajuda a controlar um pouco a ansiedade. A ausência de informação é insuportável - por isso não aguentaria passar este tempo todo sem repetir o teste e sem uma opinião médica.
Foram mais de 6 anos de espera por este positivo. 6 anos durante os quais tudo o que podia correr mal, correu mal. Desilusões em cima de desilusões. E agora um positivo (o primeiro da minha vida) que ainda não consegui gozar, porque nem lhe chamaram positivo - chamaram-lhe inconclusivo. Nunca usaram a palavra gravidez. Nesta que estávamos a decidir que seria a última tentativa. A minha última hipótese de ter um filho biológico. Não me levem a mal se quero com todas as minhas forças que esta minha pequena esperança viva, e se a ideia de isso poder não acontecer me dilacera as entranhas.