Estamos a chegar à conclusão de que esta será mesmo a última tentativa. Se for, é, se não for, não é.
Tem sido um processo muito sofrido. Ainda tenho dores desde terça feira - já estou a ficar assustada, mas disseram-me que esperasse até terça. Os embriões c e d que ficaram no laboratório não se desenvolveram. Estou com pouca esperança que os embriões b e c que foram transferidos tenham tido melhor sorte.
Tem sido emocionalmente, e desta vez também fisicamente, muito duro.
O marido foi o primeiro a dizer que não queria voltar a passar por isto. Depois eu acabei por concordar. Nada me parece fazer sentido. Por mais que custe, parece-me que de uma forma ou de outra, esta porta é para encerrar.
sábado, 31 de março de 2018
quinta-feira, 29 de março de 2018
Muito desiludida
Não têm sido dias fáceis.
Acabo de fazer a transferência de 2 embriões - um B e um C.
Em 7 ovócitos tivemos 7 embriões. Destes, um B, 2 C, e o resto D.
Estou sem grandes esperanças.
Acabo de fazer a transferência de 2 embriões - um B e um C.
Em 7 ovócitos tivemos 7 embriões. Destes, um B, 2 C, e o resto D.
Estou sem grandes esperanças.
sexta-feira, 23 de março de 2018
quinta-feira, 15 de março de 2018
E pronto, é isto.
Em modo almofada de alfinetes.
(Daqui)
E a ansiedade de saber como se estão a comportar os folículos a aumentar.
(Daqui)
E a ansiedade de saber como se estão a comportar os folículos a aumentar.
terça-feira, 13 de março de 2018
Que filme
Nem dá para acreditar como está a ser atrapalhado este processo.
Ontem, dia de retomar as injeções - entre as 18 e as 20 - tínhamos optado por dar a injeção às 20 por ser a hora em que estou sempre com o meu marido e é ele quem me dá as injeções. Às 20:20, estou eu a lavar a loiça do jantar quando me lembro - rápido, anda dar-me a injeção!! Não sei como foi possível esquecermo-nos!
Corremos para o quarto, e com a atrapalhação geral, a seringa já preparada cai ao chão. Ficamos a olhar um para o outro e para a seringa. Se não fosse um medicamento tão caro e difícil de obter deitava fora a seringa e preparava outra. Assim sendo... apanhámo-la do chão, limpámos a agulha com o toalhete de álcool, e pronto, injetado. Não há de ser nada.
Não bastasse esta confusão toda, o marido anda lesionado das costas e ontem foi ao médico que lhe receitou um relaxante muscular. Toma o comprimido com o jantar e só depois de toda esta história da injeção (uma meia hora depois) resolve ler a bula do medicamento. Entre a lista de horrores habitual, consta a possibilidade de causar mutações no esperma. Ficámos pálidos. O marido foi forçar o vómito para a casa de banho, mas ficou na incerteza se o comprimido já teria sido absorvido ou não.
Estou a tentar ligar para o hospital mas ainda não consegui.
Caramba... desta vez parece que está tudo a correr mal.
A minha esperança é que acabe bem, depois de tanta peripécia.
Ontem, dia de retomar as injeções - entre as 18 e as 20 - tínhamos optado por dar a injeção às 20 por ser a hora em que estou sempre com o meu marido e é ele quem me dá as injeções. Às 20:20, estou eu a lavar a loiça do jantar quando me lembro - rápido, anda dar-me a injeção!! Não sei como foi possível esquecermo-nos!
Corremos para o quarto, e com a atrapalhação geral, a seringa já preparada cai ao chão. Ficamos a olhar um para o outro e para a seringa. Se não fosse um medicamento tão caro e difícil de obter deitava fora a seringa e preparava outra. Assim sendo... apanhámo-la do chão, limpámos a agulha com o toalhete de álcool, e pronto, injetado. Não há de ser nada.
Não bastasse esta confusão toda, o marido anda lesionado das costas e ontem foi ao médico que lhe receitou um relaxante muscular. Toma o comprimido com o jantar e só depois de toda esta história da injeção (uma meia hora depois) resolve ler a bula do medicamento. Entre a lista de horrores habitual, consta a possibilidade de causar mutações no esperma. Ficámos pálidos. O marido foi forçar o vómito para a casa de banho, mas ficou na incerteza se o comprimido já teria sido absorvido ou não.
Estou a tentar ligar para o hospital mas ainda não consegui.
Caramba... desta vez parece que está tudo a correr mal.
A minha esperança é que acabe bem, depois de tanta peripécia.
segunda-feira, 12 de março de 2018
É hoje
Hoje foi dia de voltar ao Hospital. E hoje, será dia de arrancar com as injeções de Menopur.
Só volto lá na próxima semana. Já preparei o primeiro frasquinho e logo à noite o maridão retoma o papel de enfermeiro de serviço. Agora é esperar para ver como respondem os ovários e o pobre do endométrio.
Só volto lá na próxima semana. Já preparei o primeiro frasquinho e logo à noite o maridão retoma o papel de enfermeiro de serviço. Agora é esperar para ver como respondem os ovários e o pobre do endométrio.
sexta-feira, 9 de março de 2018
Altos e baixos
Fui fazer uma análise mal cheguei ao hospital que iria definir se começaríamos hoje com as injeções, ou não. Depois de stressar bastante para o fazer - agora o hospital arranjou um «capanga» mal encarado que trata mal toda a gente para organizar as filas de realização de análises - estive à beira de me passar com o homem, lá segui para a consulta.
A médica, de poucas falas, não gosta do que vê na ecografia. Diz-me que quase de certeza que vamos adiar. Não vai ser hoje que começamos - tanto que marcou consulta para de hoje a uma semana. Mesmo assim, pediu que ligasse para o serviço depois do meio dia para saber o que indicava o resultado da análise. Comecei logo a pensar que o ciclo ia ser cancelado e a entrar em espiral. Já estava a pensar o que havia de fazer aos medicamentos que tenho no frigorífico, agora que não os iria usar - já que foram tão caros, ao menos que servissem a alguém. Ando a ter pesadelos com isto. Sonho que me esqueci de tomar alguma coisa, ou tomei mal, e por isso vamos ter que cancelar. A ansiedade anda a dar cabo de mim.
Lá esperei ansiosa pela hora h, e liguei. Diz-me a enfermeira que tudo dependeria do facto de menstruar ou não e pediu que avisasse quando menstruasse. Em função disso, poderia ser chamada mais cedo, ou então mantínhamos a consulta da próxima sexta-feira. Desanimada liguei ao marido e continuei com a minha vida a refazer novamente planos com uma semana de atraso (isto anda-me a complicar severamente a vida profissional - não consigo marcar nada porque nunca sei quando terei que ir ao hospital, quando será a punção, etc.). E eis senão quando as dores de barriga que andava a sentir se intensificam e resolvo ir à casa de banho - meia hora depois do telefonema, acabo por menstruar. Já há muitos anos que não me lembrava de sentir alívio com a chegada da menstruação, que normalmente é tão má notícia!
Com novas informações, volto a ligar para o hospital.
Conclusão: na segunda-feira volto às análises (vamos a ver se é desta que peço o livro de reclamações) e à consulta. Pode ser que comece antes de sexta-feira as injeções.
Wish me luck, e se acreditarem, rezem por nós. Estamos a precisar.
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
E pronto
Implante de Zoladex aplicado.
(Olhem só que simpático o tamanho da agulha, em comparação com uma agulha de diâmetro normal).
Parece que a fase de estimulação da ovulação só vai começar daqui a 15 dias. Tenho aqui a barriga a incomodar, mas não foi nada que não se aguentasse. Falta ver o tipo de sintomas que causa.
Parece que a fase de estimulação da ovulação só vai começar daqui a 15 dias. Tenho aqui a barriga a incomodar, mas não foi nada que não se aguentasse. Falta ver o tipo de sintomas que causa.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
É já amanhã
que embarcamos nesta nova viagem. Mais um tratamento a arrancar. Desta vez, vamos fazer um ciclo longo, e por isso amanhã vou ao hospital colocar um implante assustador, que para mim é novidade.
Torçam muito por mim, que vou precisar.
Torçam muito por mim, que vou precisar.
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
O que eu já me fartei de chorar
Com a história linda, linda da Luarte, que adotou um menino de 4 anos.
Só agora vi.
Obrigada, muito obrigada pela partilha tão honesta destes momentos preciosos.
Só agora vi.
Obrigada, muito obrigada pela partilha tão honesta destes momentos preciosos.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Adoção
Vale a pena ouvir com atenção a entrevista à Doutora Maria Adelina Barbosa-Ducharne, sobre adoção, no programa da
manhã do Porto Canal. A entrevista pode ser vista online (entre os
minutos 24:38 e 49:51):
Novidades fresquinhas
Então...
No campo da adoção continua tudo parado.
No campo da infertilidade, estou a começar um novo ciclo de tratamento. E finalmente, foi identificado um problema - que até pode não ser A causa da infertilidade, mas certamente explica alguma coisa. Adenomiose. E à conta disso, o protocolo de tratamento vai ser diferente do anterior para tentar preparar o útero o melhor possível para a implantação.
Então, quase 2 anos depois, vamos a mais uma voltinha, mais uma viagem.
No campo da adoção continua tudo parado.
No campo da infertilidade, estou a começar um novo ciclo de tratamento. E finalmente, foi identificado um problema - que até pode não ser A causa da infertilidade, mas certamente explica alguma coisa. Adenomiose. E à conta disso, o protocolo de tratamento vai ser diferente do anterior para tentar preparar o útero o melhor possível para a implantação.
Então, quase 2 anos depois, vamos a mais uma voltinha, mais uma viagem.
terça-feira, 19 de setembro de 2017
devagar, devagarinho, basicamente parados
Então, a ansiedade levou-me a melhor e decidi passar na Segurança Social. Na verdade, encontrei-me lá quase sem decidir - estava por perto, era sexta-feira (o dia disponível para esse fim), e entrei.
E fiquei a saber que a formação C não vai ser este ano. Isso não tem grandes (ou nenhumas) repercussões, mas enquanto damos esses passos sempre vamos sentido que estamos a avançar. Esse passo não será para já. Até aqui, tudo bem.
Depois, fiquei a saber que a maioria dos processos que estão a ser apreciados agora aqui no distrito são de 2012. 2012! 5 anos. E sim, naturalmente há variações, desde logo consoante as características dos candidatos, do perfil que pretendem, das crianças que reúnem condições de ser adotadas a cada momento, etc. Mas uma média de 5 anos (naturalmente haverá casos mais rápidos e outros mais lentos) leva-me a enfrentar a possibilidade de vir a adotar lá para os 40. Mesmo estando abertos a receber irmãos, não há garantia de que venha a acontecer mais cedo. Com este horizonte temporal, fazer a formação C este ano, no próximo ou ainda mais tarde não fará mesmo diferença nenhuma.
É mesmo muito tempo, mais ainda contando com os anos de espera que já trazemos na bagagem desde que começámos a tentar engravidar. Se tivesse dado entrada com o processo nessa altura (2012) estaria agora provavelmente a receber a chamada. Claro que na altura não estávamos prontos para dar esse passo - mas caramba, demora tanto tempo que teríamos tido tempo de nos preparar ou, pelo contrário, perceber que não era o passo certo, se fosse esse o caso.
O meu conselho - se é que o posso dar a quem não o solicitou - é que se ponderam adotar não ponderem muito. Não esperem pela certeza absoluta ou pelas condições ideais. Dêem início ao processo e ponderem tudo o que houver que ser ponderado durante a espera, que será longa. Têm que ter alguma noção do que querem e o mínimo de condições, para poderem fazer a avaliação com sucesso, mas não esperem pelos 100%.
E fiquei a saber que a formação C não vai ser este ano. Isso não tem grandes (ou nenhumas) repercussões, mas enquanto damos esses passos sempre vamos sentido que estamos a avançar. Esse passo não será para já. Até aqui, tudo bem.
Depois, fiquei a saber que a maioria dos processos que estão a ser apreciados agora aqui no distrito são de 2012. 2012! 5 anos. E sim, naturalmente há variações, desde logo consoante as características dos candidatos, do perfil que pretendem, das crianças que reúnem condições de ser adotadas a cada momento, etc. Mas uma média de 5 anos (naturalmente haverá casos mais rápidos e outros mais lentos) leva-me a enfrentar a possibilidade de vir a adotar lá para os 40. Mesmo estando abertos a receber irmãos, não há garantia de que venha a acontecer mais cedo. Com este horizonte temporal, fazer a formação C este ano, no próximo ou ainda mais tarde não fará mesmo diferença nenhuma.
É mesmo muito tempo, mais ainda contando com os anos de espera que já trazemos na bagagem desde que começámos a tentar engravidar. Se tivesse dado entrada com o processo nessa altura (2012) estaria agora provavelmente a receber a chamada. Claro que na altura não estávamos prontos para dar esse passo - mas caramba, demora tanto tempo que teríamos tido tempo de nos preparar ou, pelo contrário, perceber que não era o passo certo, se fosse esse o caso.
O meu conselho - se é que o posso dar a quem não o solicitou - é que se ponderam adotar não ponderem muito. Não esperem pela certeza absoluta ou pelas condições ideais. Dêem início ao processo e ponderem tudo o que houver que ser ponderado durante a espera, que será longa. Têm que ter alguma noção do que querem e o mínimo de condições, para poderem fazer a avaliação com sucesso, mas não esperem pelos 100%.
sexta-feira, 2 de junho de 2017
Tenho andado calada
E a razão é mesmo falta de notícias. Estamos bem dentro do túnel. Silêncio total.
Tenho andado tão imersa no trabalho que nem consigo pensar em nada, mas hoje, antes de uma reunião, tive uma pausa. Passei por aqui, passei por alguns blogues com lutas parecidas. E fiquei com o coração apertado outra vez.
Ao fim de 5 anos, não dá para continuar a fazer a vida girar a volta da infertilidade. Nem sequer da adoção. A vida vai continuando. Mas de vez em quando, lá está ela, à nossa espera, para nos ensombrar o dia.
Acreditem que esta viagem não é nada suave.
Tenho andado tão imersa no trabalho que nem consigo pensar em nada, mas hoje, antes de uma reunião, tive uma pausa. Passei por aqui, passei por alguns blogues com lutas parecidas. E fiquei com o coração apertado outra vez.
Ao fim de 5 anos, não dá para continuar a fazer a vida girar a volta da infertilidade. Nem sequer da adoção. A vida vai continuando. Mas de vez em quando, lá está ela, à nossa espera, para nos ensombrar o dia.
Acreditem que esta viagem não é nada suave.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Da outra caminhada
(fonte: http://radiomaededeus.com/site/wp-content/uploads/2017/03/doiscaminhos.jpg)
Depois da última reflexão que partilhei aqui convosco, e com o peso do aniversário, acabei por ligar para o Hospital e perguntar se era normal ainda não ter sido novamente chamada. Estava convencida que tendo passado tanto tempo devia ter havido algum extravio do postal e que teríamos faltado a alguma coisa e sido retirados da lista.
Disseram-me, para minha surpresa, que a lista de espera no hospital aumentou muito e que por isso é normal ainda não termos sido chamados. E mais, que possivelmente poderemos ser chamados nos próximos tempos.
Quer dizer então que a outra caminhada pode não estar ainda encerrada. Seguimos, então, pelos dois caminhos.
quinta-feira, 27 de abril de 2017
36
Fiz, por estes dias (já alguns, o tempo passa depressa), 36 anos.
Fez nesse dia exatamente um ano que fiz a transferência de embriões. Foi um aniversário bem diferente deste.
Passou mais um ano, sem notícias do hospital.
Passou mais um ano, e para quem é infértil e passou a barreira biológica dos 35, um ano é uma eternidade.
Passou mais um ano... e não me atrevo a ligar para saber se se perdeu alguma carta ou não nos chamaram mesmo. E não sei se quero que nos chamem. Não sei se quero saber. Não sei se quero voltar a passar por tudo outra vez. E não ser chamada é uma forma de adiar a decisão. De decidir não decidir.
Fechar portas é duro.
E neste ano, o processo já é outro, e também esse é lento e sem respostas. Entramos na fase do silêncio. Terminadas as avaliações, só silêncio e espera.
Estamos à espera.
À espera de uma carta.
À espera de um telefonema.
Há outras coisas, entretanto, na espera. Não há apenas vazio e silêncio. Há trabalho, e vida, e stress, e família, e casa e as coisas do costume. Muitas coisas. Mas não deixa de haver a espera, o vazio, o silêncio, preenchido de muita coisa.
Fez nesse dia exatamente um ano que fiz a transferência de embriões. Foi um aniversário bem diferente deste.
Passou mais um ano, sem notícias do hospital.
Passou mais um ano, e para quem é infértil e passou a barreira biológica dos 35, um ano é uma eternidade.
Passou mais um ano... e não me atrevo a ligar para saber se se perdeu alguma carta ou não nos chamaram mesmo. E não sei se quero que nos chamem. Não sei se quero saber. Não sei se quero voltar a passar por tudo outra vez. E não ser chamada é uma forma de adiar a decisão. De decidir não decidir.
Fechar portas é duro.
E neste ano, o processo já é outro, e também esse é lento e sem respostas. Entramos na fase do silêncio. Terminadas as avaliações, só silêncio e espera.
Estamos à espera.
À espera de uma carta.
À espera de um telefonema.
Há outras coisas, entretanto, na espera. Não há apenas vazio e silêncio. Há trabalho, e vida, e stress, e família, e casa e as coisas do costume. Muitas coisas. Mas não deixa de haver a espera, o vazio, o silêncio, preenchido de muita coisa.
quarta-feira, 1 de março de 2017
Mais família
Como previsto, este fim de semana foi a vez de contarmos à família do maridão. E as reações foram boas.
A sogra, mais contida, só comentou que «crianças são sempre crianças» e que «nós é que sabemos».
Os cunhados fizeram, de facto, festa.
O cunhado até ficou emocionado de tão feliz. Ficou surpreendido por não termos dito nada durante o processo de avaliação.
A cunhada perguntou detalhes, porque também já ponderou essa hipótese!
O melhor amigo do marido, que também estava lá e também é «família» ficou surpreendido, partilhou uma história positiva de outro casal que adotou, em fim, aceitou bem.
Ficamos com uma rede de apoio mais alargada. Acho que melhor era difícil!
A sogra, mais contida, só comentou que «crianças são sempre crianças» e que «nós é que sabemos».
Os cunhados fizeram, de facto, festa.
O cunhado até ficou emocionado de tão feliz. Ficou surpreendido por não termos dito nada durante o processo de avaliação.
A cunhada perguntou detalhes, porque também já ponderou essa hipótese!
O melhor amigo do marido, que também estava lá e também é «família» ficou surpreendido, partilhou uma história positiva de outro casal que adotou, em fim, aceitou bem.
Ficamos com uma rede de apoio mais alargada. Acho que melhor era difícil!
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Experiências
Este fim de semana ficámos com os filhos de um casal amigo. São amigos muito chegados, daqueles que são basicamente família - as crianças tratam-nos por tios, e os pais foram passar um fim de semana fora.
Fomos buscá-los à escola na sexta-feira à tarde. Primeiro o rapaz, de 7 anos, depois a menina de 10, e ficaram connosco até domingo à noite.
Foi a minha primeira experiência do género, confesso.
São duas crianças relativamente fáceis, com as suas brigas de irmãos e asneiritas normais - nada de muito complicado, mas mesmo assim, é uma responsabilidade e uma mudança de ritmo que para nós é inédita e que poderá dar um pequeno cheirinho do que será adotar dois irmãos, num futuro incerto. Acabei por sentir que era um pequeno teste.
E então? Fiquei muuuuito cansada - parabéns a quem consegue manter este ritmo todos os dias! Mas correu bastante bem. Acho que eles gostaram. Fartámo-nos de passear (passámos o mínimo de tempo possível em casa, para eles não ficarem colados aos ecrãs e a discutir quem jogava a seguir no tablet), jogámos um jogo de tabuleiro, visitámos um museu, atribuímos-lhes tarefas (as mesmas que têm em casa - fazer a cama, ajudar a tirar a mesa, etc.), mantivemos a disciplina, caçámos pokemons, ajudámos a fazer os TPC... enfim, assumimos a responsabilidade e a brincadeira, durante 2 dias. E não correu mal. Adorei ver o maridão nesse papel - ele tem mesmo imenso jeito. E eu, apesar de não ter tanto jeito como ele, acabei por entrar com mais naturalidade do que esperava nesta função.
Fomos buscá-los à escola na sexta-feira à tarde. Primeiro o rapaz, de 7 anos, depois a menina de 10, e ficaram connosco até domingo à noite.
Foi a minha primeira experiência do género, confesso.
São duas crianças relativamente fáceis, com as suas brigas de irmãos e asneiritas normais - nada de muito complicado, mas mesmo assim, é uma responsabilidade e uma mudança de ritmo que para nós é inédita e que poderá dar um pequeno cheirinho do que será adotar dois irmãos, num futuro incerto. Acabei por sentir que era um pequeno teste.
E então? Fiquei muuuuito cansada - parabéns a quem consegue manter este ritmo todos os dias! Mas correu bastante bem. Acho que eles gostaram. Fartámo-nos de passear (passámos o mínimo de tempo possível em casa, para eles não ficarem colados aos ecrãs e a discutir quem jogava a seguir no tablet), jogámos um jogo de tabuleiro, visitámos um museu, atribuímos-lhes tarefas (as mesmas que têm em casa - fazer a cama, ajudar a tirar a mesa, etc.), mantivemos a disciplina, caçámos pokemons, ajudámos a fazer os TPC... enfim, assumimos a responsabilidade e a brincadeira, durante 2 dias. E não correu mal. Adorei ver o maridão nesse papel - ele tem mesmo imenso jeito. E eu, apesar de não ter tanto jeito como ele, acabei por entrar com mais naturalidade do que esperava nesta função.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
A família
Ainda não tínhamos contado nada sobre este processo de adoção à nossa família. Antes de termos o resultado da avaliação era mais uma incerteza - podíamos estar a contar um projeto que iria ser impedido logo à partida e a criar expectativas para nada.
Depois de chegar o resultado da avaliação, começámos a achar que estava na hora de contar. Aquilo que li sobre adoção era pouco otimista a este respeito. Alertava para o facto de a família alargada muitas vezes não estar preparada para lidar com o tema da adoção e poder não reagir de imediato com entusiasmo. Na verdade, nós também precisámos de anos para nos preparar, e chegar até à decisão de adotar, por isso não é de estranhar que os nossos pais precisem de tempo para se habituar à ideia. E tendo isso em conta, decidimos que não era bom adiar a conversa, para garantir que haveria tempo para essa evolução acontecer.
Este fim de semana contámos aos meus pais. E a reação - apesar de não ter sido de entusiasmo - foi bastante positiva. A minha mãe gostou particularmente da ideia de adotarmos irmãos (é o que queremos). Teve maiores resistências à questão da idade, mas acabou por perceber. Não houve qualquer questão sobre a questão da raça - eu disse que não tinha sido um fator no nosso perfil. As questões que a minha mãe fez foram questões que nós próprios nos fomos colocando ao longo do tempo - sobre o processo, sobre a adoção intenacional, etc.
O meu pai não disse nada... mas já me contento com essa reação.
Resumindo - a primeira etapa (contar aos meus pais) foi um sucesso.
Agora falta a família do marido.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
O tempo vai passando
(Não, não somos nós)
E nada de notícias. Ainda não sei quando vai começar a formação C. Tenho que me ir habituando a estes períodos de silêncio, que naturalmente vão aumentar bastante daqui em diante, e ir-me agarrando aos nossos objetivos.
Nos próximos anos (não sei quantos) vai haver muitos silêncios e interrogações.
E uma gravidez estranha, esta gravidez de papel (paper pregnent, como dizem os americanos) - de duração indefinida, sem sintomas, sem sinais, sem movimentos que nos digam se o nosso filho está a caminho e quando chegará. Só silêncio, e uma carta que diz que fomos aprovados como candidatos. Apesar de tudo, é melhor do que a ausência da carta e a indefinição completa, mas a fase de avaliação, com os seus momentos de encontro com as técnicas da segurança social, ia pontuando uma noção de caminho que ia sendo percorrido em relação a uma meta intermédia (a tal da carta).
Por falar em carta, fiquei espantada com a sua simplicidade. Depois de muita espera e antecipação é difícil que a realidade corresponda à expectativa! Era só uma folhinha de papel, normal, branca, de baixa gramagem. Esperava uma coisa com mais cara de diploma. É parvoíce, totalmente irrelevante, eu sei. Mas esperava um pouco mais de pompa e circunstância, a marcar este evento que para nós é tão importante. Mas nada. Não houve festa, nem balões (como no Blogue Ripped Jeans and Bifocals ;) ), e nem sequer uma cartolina colorida com ar de celebração.
E as reações? As mais importantes ainda não existiram. Ainda não falámos com a família. Os amigos dividem-se em dois grupos, com alguma sobreposição. Os que nos deram os parabéns e os que disseram «E então? Já estava à espera que fossem aprovados!». Este último grupo reúne o maior contingente e inclui o maridão, que ficou mais impávido e sereno do que eu com isto tudo.
Não conheço ninguém da minha geração que tenha adotado (conheço adotantes de há muitos anos, quando o processo era diferente), apesar de conhecer várias pessoas atualmente neste processo. Se alguém passar por aqui com essa experiência, partilhe, por favor, como viveu esta fase. Que dicas ajudam?
E nada de notícias. Ainda não sei quando vai começar a formação C. Tenho que me ir habituando a estes períodos de silêncio, que naturalmente vão aumentar bastante daqui em diante, e ir-me agarrando aos nossos objetivos.
Nos próximos anos (não sei quantos) vai haver muitos silêncios e interrogações.
E uma gravidez estranha, esta gravidez de papel (paper pregnent, como dizem os americanos) - de duração indefinida, sem sintomas, sem sinais, sem movimentos que nos digam se o nosso filho está a caminho e quando chegará. Só silêncio, e uma carta que diz que fomos aprovados como candidatos. Apesar de tudo, é melhor do que a ausência da carta e a indefinição completa, mas a fase de avaliação, com os seus momentos de encontro com as técnicas da segurança social, ia pontuando uma noção de caminho que ia sendo percorrido em relação a uma meta intermédia (a tal da carta).
Por falar em carta, fiquei espantada com a sua simplicidade. Depois de muita espera e antecipação é difícil que a realidade corresponda à expectativa! Era só uma folhinha de papel, normal, branca, de baixa gramagem. Esperava uma coisa com mais cara de diploma. É parvoíce, totalmente irrelevante, eu sei. Mas esperava um pouco mais de pompa e circunstância, a marcar este evento que para nós é tão importante. Mas nada. Não houve festa, nem balões (como no Blogue Ripped Jeans and Bifocals ;) ), e nem sequer uma cartolina colorida com ar de celebração.
E as reações? As mais importantes ainda não existiram. Ainda não falámos com a família. Os amigos dividem-se em dois grupos, com alguma sobreposição. Os que nos deram os parabéns e os que disseram «E então? Já estava à espera que fossem aprovados!». Este último grupo reúne o maior contingente e inclui o maridão, que ficou mais impávido e sereno do que eu com isto tudo.
Não conheço ninguém da minha geração que tenha adotado (conheço adotantes de há muitos anos, quando o processo era diferente), apesar de conhecer várias pessoas atualmente neste processo. Se alguém passar por aqui com essa experiência, partilhe, por favor, como viveu esta fase. Que dicas ajudam?
Subscrever:
Mensagens (Atom)




