Mostrar mensagens com a etiqueta Adoção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Adoção. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Atualizei o ticker
Então, e porquê?
Porque fiquei a saber, em conversa com outro casal candidato à adoção que o nosso tempo de espera oficial começa a partir do dia em que entregámos os papéis da candidatura. No nosso caso, 1 de julho de 2016.
Antes disso já tinha havido passos (a manifestação de interesse em adotar, em maio de 2016, a sessão A em junho de 2016), que ainda não contam para esse caminho «oficial», que eu pensava que só iria começar depois de sermos (se formos) habilitados, mas já conta para o nosso caminho emocional - aquele que eu pensava que estava a contar com o ticker.
Então, fiquei a saber que já estamos mesmo a caminho - um caminho que ainda pode ser interrompido, no caso de não nos aprovarem, mas que já é oficial, já «conta». E porquê? Porque seria injusto contar só a partir da habilitação, tendo em conta que há distritos onde o prazo definido por lei (6 meses) para a avaliação não é cumprido por sobrecarga dos técnicos. Ou seja, uma pessoa que entregou os papéis em janeiro, pode terminar a avaliação depois de outra que entregou os papéis em março, sem ter «culpa» desse atraso. Para não penalizar ninguém pelas lentidões do sistema, conta a partir do passo que efetivamente depende só de nós - a candidatura.
E de repente, a espera parece um pouco mais curta!
Oficialmente, quase 4 meses a caminho. Temos andado bem. E aliás, estou muito satisfeita com a Segurança Social de Braga: nesses quase 4 meses já temos 3 entrevistas feitas. YAY!
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Os ovos misteriosos
Eu sei que não devia, mas não resisti.
Acabo de encomendar o livro «Os ovos misteriosos»
É um livro infantil que conta a história de uma galinha que choca um conjunto de ovos misteriosos. Apesar de cada um, depois de chocar, dar origem a um animal diferente, ela ama e cuida de cada um deles.
Claro está, é um pretexto para falar sobre adoção.
Não devia, porque ainda nem sei se vamos ser aprovados.
Mas comprei, porque não resisti à campanha de 40% da wook. Shame on me.
Acabo de encomendar o livro «Os ovos misteriosos»
É um livro infantil que conta a história de uma galinha que choca um conjunto de ovos misteriosos. Apesar de cada um, depois de chocar, dar origem a um animal diferente, ela ama e cuida de cada um deles.
Claro está, é um pretexto para falar sobre adoção.
Não devia, porque ainda nem sei se vamos ser aprovados.
Mas comprei, porque não resisti à campanha de 40% da wook. Shame on me.
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
A caminhada e os outros
Esta caminhada da adoção é, em grande medida, um processo solitário, vivido muito cá dentro - dentro de cada um de nós e sobretudo dentro do casal.
Não quer dizer que não se comunique: com amigos, e até aqui, através deste blogue. Mas, tal como acontecia com a infertilidade, as pessoas realmente não fazem ideia do que isto é, a menos que tenham passado por lá. É um «mundo» e uma experiência difícil de partilhar, que estica as capacidades de empatia dos nossos amigos, colegas e conhecidos porque por mais que eles se importem connosco, não fazem realmente ideia do que estamos a passar. As pessoas com quem se consegue falar mais profundamente sobre a adoção são poucas e, no meu caso, acabam por ter alguma relação, mais direta ou mais indireta, com esse «mundo».
Resumindo: a comunicação sobre a adoção dentro do casal é muito intensa - fora do casal... depende.
E nesse contexto, os fóruns, blogues, sites e afins sobre adoção têm sido muito importantes para mim: dão uma noção mais concreta e real do que é adotar, na primeira pessoa, com todas as especificidades que um caso real tem. Dão cor e sentimento concreto e específico ao mundo mais genérico dos artigos e pesquisas científicas sobre o tema. Fazem sentido e falta.
No meu caso, tenho a sorte de conhecer outro casal que está a passar pelo mesmo. Um destes dias, fui ao aniversário dessa minha amiga, que me apresentou outro casal que também estava em processo de adoção. Uns e outros, já habilitados e com a formação terminada - ou seja, mais à frente do que nós nesta viagem. E é realmente diferente «ventilar» com quem sabe por dentro o que isto é. Cada processo é um processo, claro. Cada decisão é diferente, os contextos são diferentes, como tudo na vida. Mas há um denominador comum que ajuda a sentirmos que mais alguém «percebe», sem sentimentalismos, nem simplificações, o que isto é. E é útil partilhar experiências e ir percebendo o que nos espera no passo a seguir.
Boa caminhada a todos os que por aqui andam!
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Avaliação psicológica concluída
Então, lá tivemos a segunda e última sessão de avaliação psicológica. Nesta sessão, eu e o marido estivemos separados.
Enquanto um de nós preenchia uns questionários, o outro conversava com a psicóloga, e depois trocámos.
E então, do que se tratou, desta vez?
Os questionários eram de resposta aberta. Um deles apresentava 3 situações hipotéticas, com crianças de diferentes idades, que nos colocavam, enquanto pais, na necessidade de responder a desafios. Tínhamos que explicar como reagiríamos.
O outro era sobre a infertilidade e a forma como a tínhamos encarado no passado e como a encarávamos atualmente, a adoção, os desafios que ela traria em termos familiares e sociais.
A parte de conversa individual teve a ver com o casamento, a relação, como nos conhecemos, como resolvemos os problemas, etc. Por outro lado, com o que esperamos da parentalidade, como pensamos lidar com a revelação da adoção e com a eventual busca das origens.
E pronto - mais uma manhã passada. Resultados, ainda não conheço, mas acho que não correu mal.
Agora, não ficou nada marcado - ficamos à espera da cartinha que nos há de convocar para a sessão de formação B, que é em grupo, com outros casais, em princípio em Novembro.
Enquanto um de nós preenchia uns questionários, o outro conversava com a psicóloga, e depois trocámos.
E então, do que se tratou, desta vez?
Os questionários eram de resposta aberta. Um deles apresentava 3 situações hipotéticas, com crianças de diferentes idades, que nos colocavam, enquanto pais, na necessidade de responder a desafios. Tínhamos que explicar como reagiríamos.
O outro era sobre a infertilidade e a forma como a tínhamos encarado no passado e como a encarávamos atualmente, a adoção, os desafios que ela traria em termos familiares e sociais.
A parte de conversa individual teve a ver com o casamento, a relação, como nos conhecemos, como resolvemos os problemas, etc. Por outro lado, com o que esperamos da parentalidade, como pensamos lidar com a revelação da adoção e com a eventual busca das origens.
E pronto - mais uma manhã passada. Resultados, ainda não conheço, mas acho que não correu mal.
Agora, não ficou nada marcado - ficamos à espera da cartinha que nos há de convocar para a sessão de formação B, que é em grupo, com outros casais, em princípio em Novembro.
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Entrevista psicológica, parte I
E pronto, mas um passinho dado.
Fomos à primeira entrevista psicológica - falou-se essencialmente das nossas famílias, e alguma coisa sobre nós. É difícil ser juiz em causa própria, mas acho que não correu mal.
Daqui a 15 dias teremos a segunda parte desta entrevista, que vai ser individual (não em casal) - enquanto um fala com a psicóloga, o outro preenche uns questionários, e depois trocamos.
Depois disso, fica a faltar a sessão B de formação, e a visita a nossa casa.
Enfim, passo a passo, vamos andando.
Fomos à primeira entrevista psicológica - falou-se essencialmente das nossas famílias, e alguma coisa sobre nós. É difícil ser juiz em causa própria, mas acho que não correu mal.
Daqui a 15 dias teremos a segunda parte desta entrevista, que vai ser individual (não em casal) - enquanto um fala com a psicóloga, o outro preenche uns questionários, e depois trocamos.
Depois disso, fica a faltar a sessão B de formação, e a visita a nossa casa.
Enfim, passo a passo, vamos andando.
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
2.ª entrevista, a caminho
Pois é, o processo continua a avançar dentro dos prazos previstos. Antes do fim do mês, teremos a segunda consulta - a primeira entrevista psicológica, com o casal. Depois dou notícias!
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
E a 1.ª entrevista?
Acho que correu bem. Demorámos a manhã inteira.
Falámos da nossa história de vida, da nossa relação, da infertilidade, das nossas expectativas e medos quanto à adoção, de como chegámos até esta decisão...
Preenchemos uma grelha sobre as características da criança que estaríamos disponíveis para adotar (já a conhecíamos, de uma dissertação que li e já tínhamos refletido sobre ela em conjunto, por isso foi relativamente fácil).
Admitimos, honestamente, fragilidades e forças.
No final, dissemos quando voltamos de férias/congresso, para se poder passar ao ponto seguinte - a marcação da entrevista psicológica.
Falámos da nossa história de vida, da nossa relação, da infertilidade, das nossas expectativas e medos quanto à adoção, de como chegámos até esta decisão...
Preenchemos uma grelha sobre as características da criança que estaríamos disponíveis para adotar (já a conhecíamos, de uma dissertação que li e já tínhamos refletido sobre ela em conjunto, por isso foi relativamente fácil).
Admitimos, honestamente, fragilidades e forças.
No final, dissemos quando voltamos de férias/congresso, para se poder passar ao ponto seguinte - a marcação da entrevista psicológica.
A adoção e a escola
Partilho convosco uma notícia recente sobre a preparação do professores do 1.º ciclo para lidar com a adoção.
(In.: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/16-08-2016/professores-primarios-pouco-preparados-para-necessidades-de-alunos-adotados)
Professores primários pouco preparados para necessidades de alunos adotados
(In.: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/16-08-2016/professores-primarios-pouco-preparados-para-necessidades-de-alunos-adotados)
Um estudo desenvolvido pela Universidade do Porto mostra que os professores primários têm falta de conhecimentos sobre a adoção e pouca preparação para ajustar a prática pedagógica nas respostas às necessidades das crianças adotadas
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Quase
Falta uma semana para a primeira entrevista. Estou ansiosa por começar o processo. Sei que vai ser um processo lento e demorado, mas para já vai havendo etapas e sinto que estamos a progredir à medida que nos aproximamos de cada uma delas.
De resto, estou quase a chegar às minhas tão esperadas férias e quase a enlouquecer com o calor. Espero em breve ter coisas para contar.
De resto, estou quase a chegar às minhas tão esperadas férias e quase a enlouquecer com o calor. Espero em breve ter coisas para contar.
quinta-feira, 21 de julho de 2016
Primeiros passos
E está dado mais um passo: entrevista social agendada.
Eu sei que é o início dos inícios, mas é alguma coisa!
Eu sei que é o início dos inícios, mas é alguma coisa!
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Ainda a espera
Para quem me «conhece» há mais tempo, não é segredo que temos uma história de infertilidade. Infertilidade inexplicada, para ser concreta - ou seja, muitas perguntas e nenhuma resposta. Esse caminho começou em fevereiro de 2012, quando decidimos começar a tentar engravidar e prolonga-se até hoje.
Quem passou por aqui sabe o que isso implica, o sofrimento físico e psicológico que causa e o tema subjacente e omnipresente da espera. A espera tornou-se o tom dos dias, mesmo quando muitas vezes nos esquecemos dela ou a enviamos para segundo ou terceiro plano e avançamos com a vida. Já há alguns anos que é assim: a espera reaparece em grande força durante um tratamento, entre consultas. Nos outros dias, esconde-se. Passados 4 anos e meio já não estamos à espera de milagre nenhum a cada mês - no início, a espera era constante. Depois houve as esperas pelos inúmeros exames e não só já fizemos todos os exames possíveis e imaginários (alguns dos quais verdadeiras torturas), sempre para ouvir que está tudo bem, como também já desesperámos em grande medida de algum dia saber a resposta. O jogo de esperança de que já falei aqui várias vezes pende agora claramente para a desesperança: muito provavelmente, nada vai acontecer naturalmente; a minha vontade de fazer tratamentos e a confiança neles anda pelas ruas da amargura. Todo o processo perde sentido e apetece-me realmente desistir e dizer que se tiver que ser, será, se não tiver que ser não será, e encerrar o capítulo que já é demasiado longo.
E eis que finalmente nos sentimos capazes de começar um novo capítulo, um «novo» projeto, que agora absorve os meus pensamentos e mantém a cor da espera: a adoção. Começo a achar que os anos de infertilidade foram o melhor treino possível para esta viagem: estamos habituados a esperar. Sabemos no que nos estamos a meter! E sei que esta é a fase mais «fácil» em que vai havendo novidades: o processo que avança, as reuniões, as formações. E sei que depois virá o longo silêncio e que a esperança e a espera vão voltar a colorir os nossos dias. Mas desta vez, acredito que haverá crianças à nossa espera. E é complicado pensar no que elas poderão estar a passar neste momento, sem nós, com pais negligentes ou maltratantes ou em instituições. E como crente que sou, vou rezando por elas, sejam quem forem, onde quer que estejam, para que Deus as proteja enquanto eu não as posso proteger, e para que não deixe que a vida as magoe demasiado até chegarem aos nossos braços.
terça-feira, 5 de julho de 2016
As causas dos números
Como comecei a avançar há uns posts atrás, os números que temos analisado explicam-se pelo facto de grande parte das crianças que são retiradas à família não terem definido um projeto de vida de adotabilidade.
Recomendo a notícia do Público, publicada aqui e que coloca um número concreto nessa afirmação: apenas 10% das crianças institucionalizadas têm esse projeto.
E quanto a mim, esse é o maior problema do sistema. A definição de um projeto de vida devia ser mais rápida. Cada ano que uma criança passa numa instituição à espera que haja uma definição do seu futuro é uma perda irreparável.
Recomendo a notícia do Público, publicada aqui e que coloca um número concreto nessa afirmação: apenas 10% das crianças institucionalizadas têm esse projeto.
E quanto a mim, esse é o maior problema do sistema. A definição de um projeto de vida devia ser mais rápida. Cada ano que uma criança passa numa instituição à espera que haja uma definição do seu futuro é uma perda irreparável.
sexta-feira, 1 de julho de 2016
O passo
Está dado!
Documentação entregue. Agora a nossa candidatura é oficial.
Pedi para falar com um elemento da equipa de adoção e fiquei a saber que o passo que se segue é a entrevista social, que provavelmente ainda será em Agosto.
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Os números da adoção - uma reflexão muito particular
A análise dos números da adoção em Portugal acaba logo com alguns dos mitos sobre adoção. O primeiro: o de que há imensas crianças em instituições, à espera de serem adotadas. Não há. Na verdade há imensas crianças em instituições, à espera que o seu projeto de vida seja definido de vez. E isso dará azo a outro post.
O segundo - a ideia idílica do bebé recém-nascido que é entregue para adoção, que na verdade é praticamente um mito. E isto relaciona-se com a ideia acima. Porque até se chegar à decisão de determinar a adotabilidade daquelas crianças se espera, muitas vezes, anos, a maior parte das crianças adotáveis já são «demasiado velhas», pelos critérios da maior parte das pessoas que pretendem adotar.
E sim, também nós pertencemos ao extenso clube das pessoas que gostariam de adotar um bebé saudável (como qualquer casal gostaria, à partida de serem pais de um bebé saudável). Não temos critérios de raça nem de sexo. Mas ao olhar para os números, percebemos rapidamente que teremos pela frente uma espera interminável e que se e quando chegar a nossa vez, podemos ser demasiado velhos para sermos pais de um bebé. (By the way, fiquei surpreendida pelas idades da maior parte dos candidatos que foram connosco à formação. Nós éramos aparentemente dos mais novos, e mesmo assim já me estou a preocupar com esta questão!) Ainda estamos a definir entre nós a idade com que nos sentimos confortáveis, mas ambos preferíamos crianças pequeninas - porque ainda há tanto que se pode fazer em termos de intervenção precoce, porque estarão à partida menos marcadas pelo passado difícil que viveram (se assim não fosse não estariam em situação de adotabilidade) e por lealdades à família de origem que dificultam a vinculação, porque nunca fomos pais e gostaríamos de acompanhar esse processo desde o mais cedo possível.
Podem argumentar que as crianças mais velhas também precisam, ou precisam mais ainda, de pais e mães. Eu sei que sim. Mas este é um desafio descomunal. A parentalidade é sempre um grande desafio, e propormo-nos a um desafio que tem tudo para ser ainda maior é difícil e requer uma avaliação muito cuidadosa de quem somos, de quem poderemos ser como pais, e da nossa capacidade para lidar com essas adversidades. Não é algo que se deva fazer apenas na base da boa vontade. E com toda a honestidade, neste momento (ainda temos muito que refletir), não sei se somos as pessoas indicadas para dizer que sim a esse desafio.
Por outro lado, pertencemos ao clube não tão extenso das pessoas que gostariam de adotar irmãos. Bem sei que poderá ser difícil aparecerem dois irmãos pequeninos, mas é um critério preenchido por menos pessoas, até porque os critérios económicos também o dificultam. Isso dá-me alguma esperança de que haja um par de irmãos por aí, à nossa espera e que não demorem eternamente a chegar até nós.
Pessoas que adotaram/ estão a tentar adotar: como lidaram com os números? Como se posicionam face a eles?
sábado, 25 de junho de 2016
Adoção - números de 2015 (Cont.).
1. O número de candidatos em espera é cerca de 5x superior ao número de crianças em situação de adotabilidade;
2. Até aos 6 anos, o nº de pretensões é cerca de 28x superior ao nº de crianças disponíveis;
3. Mesmo acima dos 7 anos, o nº de candidaturas é mais do dobro do nº de crianças disponíveis.
4. Só cerca de 20% dos candidatos aceita adotar irmãos.
5. As 208 crianças integradas em fratrias de adoção conjunta constituem 4 fratrias de 3 elementos e 98 fratrias de 2 elementos.
6. O número de crianças com problemas graves e/ou deficiências corresponde a mais de 14x o número de candidatos que as aceitam.
(fonte: dados fornecidos na formação A)
(Estes dados são do Brasil, mas a reflexão que promovem é semelhante)
No próximo post vou deixar-vos as minhas reflexões sobre estes dados.
Adoção - Números de 2015
Quadro comparativo das características das crianças disponíveis para adoção e das pretensões dos candidatos em lista de espera - dezembro 2015 (dados nacionais) (Fonte - dados fornecidos na sessão A)
Total de Crianças em Situação de
adotabilidade
|
Total de candidatos em lista de espera
|
||
383
|
1884
|
||
Características
|
Crianças
|
Pretensões
|
|
Idade
(anos)
|
0 a 1
|
40
|
1615
|
2 a 3
|
42
|
1793
|
|
4 a 6
|
88
|
1422
|
|
7 a 9
|
85
|
343
|
|
10 a 12
|
100
|
67
|
|
13 a 15
|
26
|
22
|
|
Mais de 15
|
2
|
5
|
|
Grupos de irmãos
|
208
|
406
|
|
Situação de Saúde
|
Sem problemas
|
215
|
1389
|
Ligeiros
|
77
|
650
|
|
Graves
|
91
|
7
|
|
Deficiência
|
64
|
4
|
|
quinta-feira, 23 de junho de 2016
A papelada - Documentos para o processo de Adoção
Depois da sessão A, começámos a tratar da papelada necessária.
Concretamente:
Formulários. Os formulários são fornecidos na 1ª sessão de formação para a adoção.
Na sessão recebemos comprovativos de realização da formação A, que temos que entregar juntamente com o processo e um conjunto de formulários, que levam algum tempo a preencher. Um deles é individual e tem umas boas 5 páginas para escrever. Implica falarmos sobre a nossa vida, escolaridade, família, motivos para adotar, posição sobre alguns aspetos concretos (tipo, raça da criança, deficiência, revelação da adoção, esse tipo de coisas)... dá que pensar e demora um bocado a preencher. Eu já preenchi a minha... agora falta o marido ;) Motivá-lo a escrever aquilo tudo não vai ser fácil.
Documentos necessários Documentos do(s) candidato(s) a adotante(s):
Certidão de nascimento; - Check!
Fotocópia do documento de identificação válido (cartão de cidadão, bilhete de identidade, passaporte). - Check!
Certidão de casamento ou atestado da Junta de Freguesia, se viver em união de fato; - Check!
(NOTA: Não peçam as certidões de nascimento e casamento online! Se forem à Loja do Cidadão e explicarem que são para efeitos de adoção, são gratuitas. Online, custam 20€/cada. Podem agradecer-me por vos poupar 60€ ;) )
Registo criminal (especificamente para efeitos de adoção); Check! (5€/pessoa, e feitas na hora na loja do cidadão, balcão do cidadão).
Atestado médico comprovativo do estado de saúde (especificamente para efeitos de adoção); - Consulta marcada no Centro de Saúde para dia 30... Não adianta pedirem antes da sessão A, porque nos dão um formulário específico (mais um) na formação.
Fotocópia do recibo do último vencimento ou declaração da entidade patronal ou fotocópia da última declaração do IRS; - Check
Fotografia; (ainda não as fui tirar...)
Número de identificação da Segurança Social (NISS). - Check!
Documentos do(s) filho(s) do(s) candidato(s):
Certidão de nascimento atualizada. No nosso caso, não se aplica.
(In: Guia Prático – Adoção ISS)
Como vamos à consulta dia 30, estamos a contar conseguir entregar tudo na SS dia 1 de julho, e começar nessa data o nosso caminho, agora mais formalmente.
Concretamente:
Formulários. Os formulários são fornecidos na 1ª sessão de formação para a adoção.
Na sessão recebemos comprovativos de realização da formação A, que temos que entregar juntamente com o processo e um conjunto de formulários, que levam algum tempo a preencher. Um deles é individual e tem umas boas 5 páginas para escrever. Implica falarmos sobre a nossa vida, escolaridade, família, motivos para adotar, posição sobre alguns aspetos concretos (tipo, raça da criança, deficiência, revelação da adoção, esse tipo de coisas)... dá que pensar e demora um bocado a preencher. Eu já preenchi a minha... agora falta o marido ;) Motivá-lo a escrever aquilo tudo não vai ser fácil.
Documentos necessários Documentos do(s) candidato(s) a adotante(s):
Certidão de nascimento; - Check!
Fotocópia do documento de identificação válido (cartão de cidadão, bilhete de identidade, passaporte). - Check!
Certidão de casamento ou atestado da Junta de Freguesia, se viver em união de fato; - Check!
(NOTA: Não peçam as certidões de nascimento e casamento online! Se forem à Loja do Cidadão e explicarem que são para efeitos de adoção, são gratuitas. Online, custam 20€/cada. Podem agradecer-me por vos poupar 60€ ;) )
Registo criminal (especificamente para efeitos de adoção); Check! (5€/pessoa, e feitas na hora na loja do cidadão, balcão do cidadão).
Atestado médico comprovativo do estado de saúde (especificamente para efeitos de adoção); - Consulta marcada no Centro de Saúde para dia 30... Não adianta pedirem antes da sessão A, porque nos dão um formulário específico (mais um) na formação.
Fotocópia do recibo do último vencimento ou declaração da entidade patronal ou fotocópia da última declaração do IRS; - Check
Fotografia; (ainda não as fui tirar...)
Número de identificação da Segurança Social (NISS). - Check!
Documentos do(s) filho(s) do(s) candidato(s):
Certidão de nascimento atualizada. No nosso caso, não se aplica.
(In: Guia Prático – Adoção ISS)
Como vamos à consulta dia 30, estamos a contar conseguir entregar tudo na SS dia 1 de julho, e começar nessa data o nosso caminho, agora mais formalmente.
sábado, 18 de junho de 2016
Formação A
Então vamos a isto, sim?
Estamos a iniciar uma caminhada que se desenha longa. Estamos a tentar adotar.
Em maio enviámos um formulário, indicando a nossa vontade de adotar, para a segurança social. No início de junho, recebemos o tão esperado telefonema: a marcação da sessão A.
Para quem não sabe, os candidatos à adoção têm que fazer 3 formações ao longo do seu percurso. A A, é logo a primeira, uma sessão de esclarecimento antes de mesmo de formalizarmos a candidatura, entregando a papelada toda, para que os candidatos avancem sabendo melhor o que os espera e ponderando seriamente se é o que querem. E se não for... vão a tempo de desistir, ou de ponderar melhor antes de avançar.
Tinham-me dito que fosse preparada porque me iam tentar assustar.
E então?
Não achei nada assustador. Achei realista. Achei equilibrado.
Não me disse nada de muito novo, porque pelas minhas próprias características tenho-me fartado de ler e pesquisar sobre o assunto, mas acredito que para algumas almas bem intencionadas tenha o efeito de um banho de realidade.
E agora? Vamos à papelada!
Estamos a iniciar uma caminhada que se desenha longa. Estamos a tentar adotar.
Em maio enviámos um formulário, indicando a nossa vontade de adotar, para a segurança social. No início de junho, recebemos o tão esperado telefonema: a marcação da sessão A.
Para quem não sabe, os candidatos à adoção têm que fazer 3 formações ao longo do seu percurso. A A, é logo a primeira, uma sessão de esclarecimento antes de mesmo de formalizarmos a candidatura, entregando a papelada toda, para que os candidatos avancem sabendo melhor o que os espera e ponderando seriamente se é o que querem. E se não for... vão a tempo de desistir, ou de ponderar melhor antes de avançar.
Tinham-me dito que fosse preparada porque me iam tentar assustar.
E então?
Não achei nada assustador. Achei realista. Achei equilibrado.
Não me disse nada de muito novo, porque pelas minhas próprias características tenho-me fartado de ler e pesquisar sobre o assunto, mas acredito que para algumas almas bem intencionadas tenha o efeito de um banho de realidade.
E agora? Vamos à papelada!
Subscrever:
Mensagens (Atom)








